Supermercados esperam aumento de preços

Os supermercados devem enfrentar pressões por ajustes de preços nas negociações com a indústria, este mês. O reflexo disso deve ser um aumento dos preços ao consumidor em setembro. A informação é do presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), José Humberto Pires de Araújo, que defende reajustes escalonados devido ao baixo volume de vendas no varejo.Derivados de trigo, de soja e de leite, açúcar, milho e carnes em geral são as categorias que alegam necessidade de reajustes imediatos. Mas produtos de higiene pessoal e limpeza também podem ter correções por influência do aumento do petróleo no custo de matérias primas. Segundo ele, outro fator que prejudicou os consumidores em junho e julho foi a alta das hortaliças devido às geadas. Ele prevê que os preços começarão a estacionar no quarto trimestre.Dados que revelam quadro negativoOs supermercados esperavam uma recuperação no faturamento em julho, o que não ocorreu. A prévia da Abras mostra uma queda nas vendas no acumulado de janeiro a julho de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre a queda em idêntica comparação, era de 1,8%. A expectativa é de que as vendas se recuperem e o ano feche com um aumento de 2% no faturamento, em relação ao resultado de 1999 - R$ 60,1 bilhões (valor deflacionado pelo IGP-DI). No ano passado os supermercados tiveram queda de 2,7% nas vendas em relação ao ano anterior.

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