Supermercados lideram ranking de irregularidades do Procon

A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, concluiu o balanço de fiscalizações realizadas no ano de 2003. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o Procon-SP fiscalizou 1826 estabelecimentos comerciais. Deste total, 1128 foram autuados por apresentarem algum tipo de irregularidade, o que significa um índice de 62% de autuações. Com base no balanço de fiscalizações, a Fundação constatou 0,88 irregularidades por local visitado. O ranking dos principais setores com irregularidades é feito em função do percentual de irregularidades contra o número de estabelecimentos visitados pelos fiscais do Procon-SP. Em primeiro lugar, proporcionalmente, ficaram os supermercados e hipermercados, com 93,61% de estabelecimentos autuados (dos 219 visitados, 205 apresentaram alguma irregularidade). Na segunda posição ficaram as lojas de móveis, decoração e acessórios, com 92,11% de autuações realizadas (das 38 visitadas, 35 apresentaram alguma irregularidade). O terceiro lugar ficou com as floriculturas, autuadas em 75% do total (das 72 floriculturas visitadas, 54 apresentaram alguma irregularidade). A quarta posição ficou com as instituições financeiras (62,5% do total), seguida pelo comércio de veículos automotores (61,76%). Irregularidades Entre as irregularidades constatadas, a campeã continua sendo a falta ou inadequação de preços no ponto de venda, representando 35,31% do total de 1617 constatações. Na segunda posição, a questão dos prazos de validade (vencidos ou sem a informação) somou 189 constatações ou 11,69% do total. Em terceiro lugar, com 178 irregularidades constatadas (11,01% do total), ficaram as práticas abusivas, como a não aceitação de cheques de contas recentes ou cobranças diferenciadas no cartão. Após constatadas as irregularidades, o Procon-SP abriu processos administrativos que podem se transformar em multas que variam de R$ 200 a R$ 3 milhões.

Agencia Estado,

02 Março 2004 | 14h28

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