Supermercados não aceitam reajuste

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf, descartou hoje a possibilidade de os supermercados aceitarem o reajuste de preços pretendido por alguns setores industriais em decorrência da alta do dólar. Alguns fabricantes de eletroeletrônicos anunciaram a intenção de repassar o aumento do dólar para seus produtos, alegando elevação dos custos. Assaf afirma que a demanda continua fraca e não há espaço para aumentos. Ele lembra que o aquecimento do consumo verificado no último ano ficou restrito aos bens duráveis e não atingiu os produtos alimentares nem de higiene, beleza e limpeza. Assaf assegurou que as pressões por aumentos ainda não ocorreram, mas, mesmo que aconteçam, não serão aceitas pelo varejo. "O poder de negociação anula qualquer tentativa de reajuste", disse. Para o executivo, uma decisão de elevação dos preços neste momento seria precipitada. As empresas correm risco de realizar aumentos, causarem uma retração do consumo e assistirem, em seguida, ao recuo do dólar. Na sua opinião, as oscilações da moeda são em decorrência de problemas externos e podem se estabilizar no médio prazo.

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