Supermercados puxam faturamento do comércio de SP

O faturamento do comércio varejista da Grande São Paulo cresceu 4,9% em janeiro de 2006 ante o mesmo mês de 2005, de acordo com dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Contudo, na comparação com dezembro do ano passado, tradicional período de maior aquecimento do setor, os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) da entidade mostraram desempenho oposto, com declínio de 32,7%.Na avaliação da Fecomercio-SP, o resultado positivo foi influenciado, principalmente, pelo desempenho do grupo Supermercados e Hipermercados, que apresentou alta de 20,4% no primeiro mês de 2006 sobre igual período de 2005.De acordo com a entidade, o crescimento foi motivado pela fraca base de comparação - janeiro de 2005 apresentou queda de 15,8% em relação a 2004, sendo o pior mês do ano -; pela recuperação do poder aquisitivo na Região Metropolitana de São Paulo; e pelo "efeito calendário", já que, em 2005, o primeiro dia do ano foi comemorado no sábado, com muitos supermercados fechados no dia seguinte, e o dia 25 de janeiro (feriado local que comemora o aniversário de São Paulo) de 2006 caiu numa quarta-feira, o que teria evitado a chamada "ponte" entre o fim e o começo da semana.Outros segmentos cujas vendas reais de janeiro avançaram em relação ao mesmo mês do ano passado foram: Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados (16,3%), Farmácias e Perfumarias (7,0%) e Lojas de Autopeças e Acessórios (0,3%).Setores em quedaOs demais tiveram queda no faturamento real ante janeiro deste ano e o primeiro mês do exercício anterior, principalmente, aqueles ligados ao comércio de bens duráveis. Segundo a PCCV da Fecomercio-SP, as vendas recuaram em: Lojas de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (16,7%), Lojas de Departamento (9,8%), Lojas de Móveis e Decorações (8,7%), Concessionárias de Veículos (7,2%) e Lojas de Materiais de Construção (4,8%)."Esse comportamento reflete o aumento nas vendas reais de grupos que dependem da renda e não mais da oferta de crédito como ocorreu antes. Também influenciaram o desempenho de janeiro as sucessivas quedas nos índices de desemprego, variáveis decisivas para o consumo", afirmou, em comunicado à imprensa, o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman. "Aliada a isso, a confiança do consumidor mostra, nesses três últimos meses, nítida recuperação, depois de fortes recuos em função do conturbado cenário político iniciado no primeiro semestre do ano passado", complementou.A entidade destacou ainda que a conjuntura do setor mostra relativa estabilidade, mas ressaltou que é necessário ter em conta o cenário futuro de um ano eleitoral, "que pode ser vulnerável a turbulências de toda ordem". A PCCV é apurada mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1970. Os dados são coletados junto a cerca de 1.800 estabelecimentos comerciais na região metropolitana de São Paulo.

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