Supermercados racionam venda de alimentos

Afetados pelo bloqueio das rodovias, supermercados do oeste de Santa Catarina começaram a racionar a venda de alimentos

MÁRCIA DE CHIARA , O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2015 | 02h01

Afetados pelo bloqueio das rodovias, supermercados do oeste de Santa Catarina começaram a racionar a venda de alimentos. No município de Xanxerê, por exemplo, cada cliente do supermercado Badotti pode comprar, no máximo, cinco quilos de farinha, cinco quilos de açúcar, dez litros de leite e sete latas de óleo de soja.

A decisão da empresa de racionar os volumes vendidos foi tomada na quarta-feira, depois que a cidade ficou sem combustível. "Se os postos tivessem racionado a venda de combustível, 20 litros por pessoa, por exemplo, não teria acontecido isso. Hoje quem precisa de combustível não encontra", diz Ruan Badotti, sócio do supermercado e conselheiro da Associação Catarinense de Supermercados.

Ele, que representa os empresários do oeste catarinense espalhados por 32 municípios, diz que a prática de racionar a venda dos produtos que estão com estoques baixos foi tomada por vários supermercados da região. O oeste de Santa Catarina é uma das áreas do País mais afetadas pelo bloqueio das rodovias feito pelos caminhoneiros.

Xanxerê, por exemplo, tem cerca de 45 mil habitantes, mas é um polo que abastece municípios vizinhos do oeste do Estado, atendendo a uma população muito maior, de 200 mil.

Desde quinta-feira da semana passada, Badotti conta que os supermercados da cidade não recebem mercadorias. Os hortifrutigranjeiros foram os primeiros itens que acabaram.

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