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Supermercados só vão zerar perdas em 2004

Ficou para o ano que vem a esperança do setor de supermercados de zerar as perdas acumuladas nas vendas dos últimos anos. Para 2003, com otimismo, os executivos do varejo acreditam que poderão, no máximo, repetir o movimento do ano passado. A estimativa, agora, é de que as vendas do varejo poderão ter um crescimento real em torno de 2% no ano que vem. Uma retomada mais consistente das vendas, ainda assim, viria somente no segundo semestre de 2004. O cenário foi traçado pelo presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Carlos de Oliveira, em entrevista ao Grupo Estado. "Repetir o movimento do ano passado é algo otimista neste momento", comentou o executivo. Em 1999 houve queda real de -2,7% nas vendas dos supermercados e, em 2000, de -1,23%. Os crescimentos de 0,4% em 2001 e de 1,5% no ano passado não foram suficientes para recompor as vendas perdidas nos dois anos anteriores.Oliveira reconhece que alguns fatores ligados à macroeconomia, como a redução da taxa de juros e a evolução da reformas em curso, poderão colaborar para um início da retomada do consumo, mas indica que leva um tempo para que os efeitos cheguem na economia real. Ainda assim, o executivo diz que "não acredita que o ano esteja perdido". Há espaço, ainda, para a realização de promoções, lançamento de produtos e para recuperar, em parte, a queda de vendas do setor, que já acumula -1,5% até julho. O vice-presidente comercial da Sendas, Nelson Sendas, confirma que as expectativas são positivas quanto à trajetória dos juros e à perspectiva de aumento das compras. Por enquanto, contudo, "tudo continua na mesma", afirma o executivo. Um "início de recuperação" poderá surgir a partir dos próximos meses. Sendas, que participa da 37ª ExpoAbras, no Rio, avalia que o clima do evento, que reúne indústrias e varejo, está mais otimista este ano comparado a 2003. No ano passado, o evento foi marcado pelas incertezas eleitorais, pelo movimento de escalada do dólar e de repasse de custos.

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