Supersafra e construção civil provocam falta de caminhões

Expansão no semestre foi de 7% e modelos pesados já começam a faltar, segundo associação de revendedores

Gustavo Porto, da Agência Estado,

02 de julho de 2013 | 13h52

SÃO PAULO - O bom desempenho do setores agropecuário e de construção puxaram o crescimento dos veículos pesados no primeiro semestre.

As vendas de caminhões tiveram crescimento de 7% de janeiro a junho, em comparação ao mesmo período do ano passado. No mês de junho, a alta foi de 22,3% sobre junho de 2012.

A forte expansão já provoca a falta de caminhões para entrega em determinados modelos e regiões, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A maior produta e onde já faltam caminhões para entrega imediata é na faixa com capacidade acima de 30 toneladas de carga neste segundo semestre.

"A indústria se adaptou naturalmente para o crescimento das encomendas até o final deste ano. Os veículos não devem faltar, mas é possível que isso possa ocorrer", afirmou o vice-presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Outro fator que ajuda nas vendas de caminhões, segundo ele, são as taxas de juros "deflacionadas" no financiamento de caminhões pelo Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e pelo Finame.

Por outro lado, as restrições de crédito ainda atingem as motos, setor que deve apresentar um recuo de 2% nas vendas em 2013 ante 2012, principalmente pela queda nas vendas dos modelos de baixa cilindrada. "Com o cenário de juros, dólar e inflação em alta, é de se esperar a severidade maior do crédito", afirmou Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Comerciais leves e automóveis. A média de vendas diárias e automóveis e comerciais leves cresceu 5,8% no mês passado, ante maio, de 14.314 unidades para 15.145 veículos. Segundo o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, além de o aumento na demanda de cidades do interior brasileiro, onde os protestos foram mais amenos, em cidades com grandes manifestações as vendas de veículos não recuaram. "Em São Paulo, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília as vendas também ficaram na média", disse.

Meneghetti afirmou que houve uma "falta de vontade política dos órgãos de segurança pública" para evitar que concessionárias, principalmente em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, fossem depredadas por atos de vandalismo nos protestos. "Concessionárias enviaram cartas às autoridades militares e de segurança pedindo uma ''blindagem'' e nada fizeram, apesar de serem alertadas", disse o presidente da Fenabrave, que classificou os autores das ações como "bandidos infiltrados que desceram os morros e as favelas".

Tudo o que sabemos sobre:
Fenabravevendascaminhões

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.