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Surgem sinais de retomada de linhas comerciais para o Brasil

Estão surgindo sinais na Europa de que as linhas de financiamento para o comércio exterior do Brasil, que foram reduzidas ou congeladas nos últimos meses, podem estar começando a ser recuperadas. Segundo analistas, várias instituições financeiras começaram a reavaliar a situação brasileira, com algumas inclusive reativando os seus limites de crédito para o País. Eles acreditam que essa retomada deverá ser gradual, mas poderá ganhar mais impulso a partir de janeiro próximo, após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.Para o responsável para financiamento ao comércio exterior brasileiro na sede do banco britânico Lloyds TSB, Sérgio Gullo, a retomada dos financiamentos já está acontecendo. "Estamos percebendo que os nossos parceiros na Europa na concessão de crédito começaram a se movimentar positivamente em relação ao Brasil", disse Gullo à Agência Estado. "Foram justamente essas instituições financeiras de menor porte, mais sensíveis ao risco, que cortaram ou reduziram drasticamente os créditos ao Brasil."Segundo Gullo, "há três meses havia um cenário lamentável" para o Brasil. "Mas agora ficamos felizes em perceber que os bancos começaram a elaborar estudos, realizar reuniões de diretoria e pedir consultas sobre a reativacão de limites para o País, inclusive com alguns já reativando as suas carteiras de crédito". Ele acredita, no entanto, que a recuperação somente ganhará força em 2003. "Nos próximos meses poderemos ver uma recuperação lenta, mas conforme a confiança for sendo retomada, a tendência é que ocorra a normalização do crédito em 2003".O responsável por ´trade finance´ de um outro banco britânico também observou que "há nas últimas semanas uma nítida melhora em relação ao Brasil" que aponta para a recuperação dos financiamentos no médio prazo. "O mercado brasileiro é muito importante para ficar de fora e se essa tendência de retomada gradual da confiança no País for mantida, o ritmo da retomada dos financiamentos em 2003 poderá surpreender", disse ele. Ele salientou que uma eventual melhora do cenário econômico global "poderá reforçar ainda mais essa melhora na linhas de crédito."

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 11h39

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