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Surpresa iminente no PIB

Já há indícios de apetite de investidores estrangeiros, sobretudo em infraestrutura

Fábio Alves*, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2019 | 04h00

Os indicadores de atividade econômica brasileira, além das projeções de desempenho do PIB, devem começar a surpreender positivamente o mercado de forma mais consistente nos próximos meses e ser o gatilho para atrair um maior fluxo de investimento estrangeiro ao longo de 2020.

O crescimento mais acelerado da economia brasileira é a principal aposta de analistas para trazer de volta o investidor estrangeiro, que ainda não se animou com o avanço da reforma da Previdência nem com a queda da inflação e dos juros.

Isso porque, num ambiente de taxas negativas de juros em muitos países desenvolvidos e de desaceleração forte da economia global, o investidor estrangeiro vai buscar aplicar em ativos de países que consigam registrar um maior diferencial de crescimento do PIB em relação às nações mais ricas.

Até o momento, a recuperação da economia brasileira tem frustrado as expectativas do mercado ao registrar um ritmo bem mais gradual do que se esperava. Nos últimos meses, indicadores de atividade, como vendas no varejo ou produção industrial, têm ficado bastante voláteis, alternando ganhos num mês e recuos no mês seguinte.

A exceção tem sido a criação de vagas formais de trabalho pelo Caged, que tem ficado acima das projeções de analistas nos últimos três meses. Em setembro, por exemplo, foram criados 157.213 empregos com carteira assinada, quando o mercado esperava a geração ao redor de 133 mil postos de trabalho.

Mesmo assim, ainda há mais de 12,5 milhões de brasileiros desempregados, o que dificulta uma recuperação mais robusta do consumo. Talvez por isso, a projeção de PIB na pesquisa Focus, do Banco Central, tem se mantido praticamente inalterada, enquanto as estimativas de inflação e de juros vêm sofrendo seguidas revisões.

Conforme a mais recente pesquisa Focus, a projeção do PIB em 2019 aponta para um crescimento de 0,88%, enquanto o consenso das estimativas indica uma expansão de 2,0% para a economia em 2020.

“Ninguém lá fora tem na conta que o Brasil vai voltar a acelerar o crescimento”, diz o economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena. “Se o crescimento mais forte começar a aparecer, poderemos ter uma surpresa com o fluxo de capitais.”

Já há indícios do apetite do investimento direto estrangeiro, especialmente nos leilões de infraestrutura. Na área de energia, o recente leilão de geração A-6 movimentou R$ 44 bilhões em contratos, assegurando investimentos de R$ 11 bilhões, com boa participação de empresas estrangeiras.

Na área de petróleo e gás, as petroleiras multinacionais dominaram a 16.ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mesmo com a oferta de apenas áreas fora da região do pré-sal, a União arrecadou R$ 8,915 bilhões, com ágio de 322,74%. E a expectativa é de grande demanda para o megaleilão da cessão onerosa do pré-sal, marcado para o dia 6 de novembro com arrecadação de R$ 106 bilhões.

É na Bolsa de Valores que se espera um grande volume de fluxo de capital estrangeiro caso a atividade econômica comece a surpreender. Para muitos analistas, vários fatores apontam para um maior fôlego da economia nos próximos meses.

Primeiro, o ciclo de corte de juros iniciado pelo BC ainda não surtiu efeito, pois o estímulo monetário leva de seis a nove meses para ter um impacto na economia. Além disso, quando o Copom começou a cortar os juros em julho, o mercado ainda não previa um ciclo tão profundo de afrouxamento monetário.

De lá para cá, o Copom cortou a Selic de 6,50% para 5,50%. A expectativa de analistas é de juros a 4,50% ao fim deste ano. Mas já há apostas de que a Selic cairá para 3,75% até o fim do ano que vem.

Segundo, medidas do governo, como a antecipação para 2019 do pagamento a todos os trabalhadores do saque imediato do FGTS, limitados a R$ 500 por conta, devem injetar maior confiança aos consumidores, melhorando as perspectivas para o PIB de 2020.

Apesar da desaceleração global e da turbulência em países vizinhos, como Argentina e Chile, a economia brasileira se encontra em posição favorável para engatar um ciclo de maior expansão. E surpresas do PIB devem atrair os estrangeiros.

*COLUNISTA DO BROADCAST

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