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Susep permanece sem blindagem política

Superintendência de Seguros Privados segue sem qualquer blindagem de indicações políticas

O Estado de S.Paulo

03 Junho 2018 | 05h00

Mais uma eleição presidencial se aproxima no Brasil e a xerife do mercado de seguros, a Superintendência de Seguros Privados (Susep), segue sem qualquer blindagem de indicações políticas. Um projeto de lei, datado de 2015 e que já foi submetido ao Congresso, chegou a ser apresentado ao ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para que acelerasse o trâmite, mas não andou. Uma versão final de minuta foi inclusive submetida à Fazenda. Desde que o projeto de lei, de autoria do ex-superintendente da Susep, Roberto Westenberger, foi apresentado, três trocas de ministros já ocorreram. Vale lembrar que a Susep fiscaliza um mercado de mais de R$ 1 trilhão em reservas, que além de garantirem indenizações também ajudam a rolar a dívida pública brasileira.

À mercê. O projeto inicial para proteger a autarquia previa que pelo menos dois diretores da Susep fossem da casa, de modo a garantir um modelo de gestão similar ao do Banco Central e ampliar a governança corporativa do órgão. A proposta, porém, foi barrada pelo então secretário executivo da Fazenda, Dyogo Oliveira, que hoje está no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Assim sendo, a Susep segue à mercê de indicações políticas também nesta eleição presidencial. Procurados, Susep e Ministério da Fazenda não comentaram. 

Vizinhos. As perdas dos títulos de dívida (bônus) da Petrobrás na sexta-feira, dia 01, foram tão acentuadas no exterior que encurtaram a distância de alguns desses papéis em relação aos da petroleira argentina YPF. O bônus que vence em 2027 da Petrobrás caiu mais de 2%, reduzindo a diferença entre o prêmio - que expressa o apetite dos investidores - do papel da petroleira brasileira frente ao da argentina YPF para 40 pontos-base, de mais de 100 pontos-base nos dias anteriores. 

Lembrando. A Argentina foi alvo, recentemente, de forte ataque dos investidores, que castigaram os ativos do país vizinho na esteira da valorização do dólar. Ao mesmo tempo, os bônus da Petrobrás já vinham pressionados pela greve dos caminhoneiros. O mercado de dívida externa estava, contudo, fechado quando começaram a circular notícias da escolha do novo presidente da Petrobrás.

Melhora.  A taxa de vacância do mercado de condomínios logísticos de São Paulo caiu 0,4 ponto porcentual de março para abril e encerrou o mês em 21,3%, em reflexo das expectativas positivas para a economia até aquele mês. O destaque foi a região de Barueri, na grande São Paulo, respondendo por quase metade do total absorvido no mês, de acordo com dados da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield.

Aluguel estável. O preço médio pedido para locação manteve-se praticamente estável, passando de R$ 19,46 por m² ao mês, em março, para R$ 19,48 por m² ao mês em abril.

Fora de moda. O interesse de estudantes por cursos ligados à área ambiental tem arrefecido no Brasil, segundo levantamento do Quero Bolsa. Em alta no início da década, cursos de Gestão Ambiental e Engenharia Ambiental tiveram alta de 20% e 30,9%, respectivamente, no número de ingressantes entre 2010 e 2013. Já de 2014 a 2016, as matrículas nos mesmos cursos tiveram recuo de 21,5% e 30,3%. Agronomia, voltada ao setor do agronegócio e não exclusivamente às relações do homem com a natureza, registrou, porém, crescimento de 70,3% no total de ingressantes nos sete anos apurados pelo levantamento.

Tenso. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais estima perda de rentabilidade este ano, somente com a escalada do dólar frente ao real, que em 12 meses já supera 15%. Mais de 90% dos insumos para fabricação dos medicamentos são importados. Outra pressão vem do reajuste anual dos preços dos medicamentos, estipulado pelo governo federal, e que foi o menor dos últimos 11 anos. 

Estagnado. No ano passado, a indústria farmacêutica nacional fechou o ano com 70% de participação em unidades vendidas no varejo, um acréscimo de 1,5% em relação a 2016. A previsão para 2018 é de um crescimento tímido que pode chegar a também, no máximo, 1,5%.

Sem perdas. A ContaAzul, que fornece uma plataforma de gestão para pequenas empresas, e a adquirente Stone firmaram parceria para descomplicar a rotina de conciliação das vendas realizadas pelos pequenos varejistas. Assim, as vendas feitas a partir da maquininha da Stone têm seus dados sincronizados com o sistema de gestão ContaAzul, por meio de uma conexão entre o equipamento e o aplicativo de vendas, nos smartphones Android ou iOS.

* COM DAYANE SOUSA E CIRCE BONATELLI

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