Suspeita de fraude contábil pode derrubar executivo da AOL

A denúncia de que o maior provedor de internet do mundo, a norte-americana America Online, inflou a receita publicitária, através de "acordos não convencionais" de 2000 a 2002, poderá levar à renúncia do executivo-chefe de operações da AOL Time Warner, Robert Pittman.Segundo reportagem publicada hoje na imprensa dos EUA, a manobra contábil resultou em receitas publicitárias e comerciais de US$ 270 milhões para a unidade America Online. As ações da AOL Time Warner recuaram 7% na manhã de hoje.Logo em seguida à revelação das notícias, a AOL lançou comunicado para informar que todas as transações mencionadas pela imprensa eram apropriadas e estavam de acordo com o que é geralmente aceito nos princípios contábeis, mas não se manifestou sobre mudanças ou saídas de executivos. Apesar da nota, o Conselho de Administração da empresa se encontra ainda hoje para tratar de mudanças nos altos cargos. De acordo com as denúncias, as transações incluiriam a conversão de disputas legais em acordos, venda de anúncios no site de leilão eBay, além de permutas entre a empresa e a Sun Microsystems. A quantia de US$ 270 milhões teria representado apenas uma pequena fatia do total arrecadado pela AOL no período de julho de 2000 a março de 2002, que chegou a US$ 5 bilhões. O problema é que, sem estas receitas adicionais, as estimativas dos analistas em relação à empresa teriam sido reduzidas em três trimestres de 2000 e outros três de 2001.Em seu comunicado de defesa, a AOL diz que os auditores externos, a Ernst & Young, na época, revisaram quase todas as transações e confirmaram que elas estavam de acordo com as regras contábeis estabelecidas nos EUA. A empresa lembrou também que o montante em questão corresponde a apenas 2% do total da receita nos períodos.

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