Suspensão chinesa atinge praticamente todas empresas do setor

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reconheceu hoje que há uma suspensão temporária de todas as exportações de soja brasileira para a China, já que o número de empresas proibidas pelo governo chinês a desembarcar o produto soma 23, praticamente o total de companhias exportadoras.O ministro espera que o problema com a China seja resolvido ainda esta semana, caso contrário a suspensão temporária poderá se confirmar de modo permanente. "Aí sim criará uma posição quase que intransponível para as exportações (de soja) para a China. Ainda não chegamos a este ponto, e espero não chegarmos porque as negociações com o ministério da quarentena deverão avançar positivamente já esta semana", afirmou Rodrigues.O ministro confirmou que uma delegação brasileira composta pelo secretário de Defesa Sanitária, Maçao Tadano, outros técnicos do governo e empresários estão embarcando para Pequim hoje, onde serão retomadas as conversações com o governo chinês.Rodrigues descartou no momento qualquer apelação do Brasil à Organização Mundial do Comércio (OMC), até porque espera que o assunto seja resolvido mesmo esta semana. "Esta hipótese ainda não foi tratada", disse o ministro à Agência Estado, sobre a possibilidade de uma eventual consulta à OMC por causa da suspensão praticamente total das importações de soja brasileira pela China.Fiscalização préviaSegundo ele, o ministério da quarentena da China, órgão responsável pelos controles fitossanitários dos produtos que entram no país, informou que os navios brasileiros com soja que estão se dirigindo aos portos chineses serão descarregados, mas, antes da liberação, as cargas serão analisadas.Rodrigues informou também que o governo brasileiro está solicitando a presença de fiscais chineses no Brasil, para acompanhar a checagem e o embarque de soja. De acordo com ele, o setor privado está disposto a bancar as despesas com os ficais chineses, justamente para tentar resolver o impasse o mais rápido possível.

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