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Suspensão de decreto foi positiva, diz Gabrielli

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, usou mais uma vez sua resposta padrão ao ser indagado sobre a situação da empresa na Bolívia. "Não vou discutir esta questão pela imprensa", disse repetidas vezes durante entrevista coletiva nesta terça-feira em Houston, durante a assinatura de contrato para a aquisição de 50% da refinaria de Pasadena. Os comentários do novo ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Carlos Villegas, estavam no foco das principais perguntas da imprensa brasileira e estrangeirapresente ao evento.Gabrielli apenas se permitiu "frisar" que achou positiva a suspensão do decreto de nacionalização das refinarias e disse também que aguarda para breve a "retomada das negociações". "Estas negociações deverão ser concentradas em aspectos técnicos e desvinculadas da questão do preço do gás", lembrou. O presidente da estatal disse ainda que "espera que a situação se resolva da melhor maneira possível". "É preciso encontrar uma solução racional que atenda o interesse de todos. Esperamos uma solução que respeite os argumentos técnicos, apesar de nossas divergências", disse. Ele ainda frisou que "os problemas de adaptação das empresas petrolíferas às normas de regulamentação de cada país são comuns à indústria de petróleo em todo o mundo e não apenas um fenômeno latino-americano e sul-americano". Indagado sobre uma possível indisposição com o ministro de Minas eEnergia, Silas Rondeau, que teria afirmado na última sexta-feira, em Brasília, que a negociação passaria pelo viés político, Gabrielli amenizou o tom: "o ministro e eu temos a mesma opinião, o mesmo discurso. Não há qualquer divergência".Durante todo a segunda-feira em Houston comentou-se a possibilidade de Rondeau viajar com Gabrielli para o evento relativo à refinaria na cidade texana, mas isso não se concretizou. O presidente da estatal chegou nesta manhã, acompanhado dos diretores de Abastecimento e Refino, Paulo Roberto Costa e da área internacional, Nestor Cerveró.AquisiçãoGabrielli assina nesta terça em Houston (EUA) a aquisição de 50% da refinaria de Pasadena, pertencente ao grupo Astra. As negociações vinham sendo travadas há cerca de um ano. Para a aquisição, a Petrobras investiu US$ 360 milhões. Outros US$ 2 bilhões serão investidos pelas duas companhias (50% cada uma) ao longo dos próximos cinco anos para dobrar a capacidade de refino, que hoje é de 100 mil barris por dia. "Existem condições de aumentar ainda mais esta capacidade, mas isso ainda não está nos planos da Petrobras", disse Gabrielli em entrevista coletiva na sede da Petrobras Américas, em Houston, há pouco.A refinaria situa-se na cidade de Pasadena, Texas, a cerca de 30quilômetros do entro de Houston. Ela está estrategicamente localizada ao lado do Canal de Navegação de Houston e conecta-se aos principais sistemas de oleodutos que transportam produtos de petróleo aos principais mercados dos EUA. A idéia é que os investimentos também adaptem a planta de refino, hoje voltada ao processamento de óleo leve, para que ela passe a utilizar cargas de óleo pesado, que viriam do campo de Marlim, localizado na Baciade Campos."Pretendemos que pelo menos 100 mil dos 200 mil barris processados na unidade em 2011 sejam importados do Brasil", disse Gabrielli.A aquisição da refinaria americana coloca a Petrobras entre as grandes companhias que atuam no país, mas com uma participação insignificante frente ao parque de refino norte-americano, que processa diariamente cerca de 20 milhões de barris. Segundo o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a idéia da estatal não é se tornar um grande player no mercado americano, mas estar presente neste segmento pela oportunidade de processar o óleo exportado brasileiro, bemcomo o que deverá ser produzido pela estatal em campos localizados no Golfo do México."A idéia é que a nossa capacidade de refino cresça na medida em que os nossos campos comecem a entrar em produção e este volume também aumente. Entretanto, nunca chegaremos a um volume de grande representatividade dentro deste mercado", disse o diretor.Hoje, a Petrobras produz menos de 10 mil barris por dia no Golfo do México,mas a perspectiva, segundo o presidente da Petrobras Américas, Renato Bertane, é de que a estatal atinja a 100 mil barris por dia em 2011. A Petrobras possui atualmente 287 blocos exploratórios sob sua concessão juntamente com parceiros, e mais 30 para serem adicionados ao seu portfólio. Os blocos estão situados em três áreas distintas (em águas profundas no meio do Golfo do México, uma segunda mais próxima da costa americana e no sul do Golfo). O primeiro a entrar em produção deste total é o campo de Chinook, a partir de 2008. Matéria alterada às 16h13 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 15h16

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