Suspense sobre acordo nos EUA deixa mercado na defensiva

A falta de uma solução para o aumento do teto da dívida dos EUA é a espada da vez que paira sobre a cabeça dos investidores. Em contagem regressiva para o término do prazo para resolver o problema do endividamento, dia 2 de agosto, o clima no mercado é de pura aversão ao risco. As bolsas norte-americanas recuaram, mas a queda foi reduzida por informações surgidas à tarde de que os partidos Democrata e Republicano apresentaram propostas separadas para solucionar o impasse. O presidente dos EUA, Barack Obama, marcou para as 22 horas (de Brasília) de ontem um pronunciamento sobre as negociações em curso. O Dow Jones declinou 0,70% e o S&P 500, 0,56%. O ouro renovou recorde de alta.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2011 | 00h00

Contagiada pela tensão externa, a Bovespa caiu 0,50%, aos 59.970,54 pontos. A queda foi suavizada pela valorização superior a 2% das ações da Petrobrás, impulsionadas pelo plano de investimentos da estatal para 2011-2015, anunciado na sexta-feira à noite.

O dólar no balcão voltou a cair, cotado a R$ 1,5430 (-0,77%), menor valor desde janeiro de 1999. O Banco Central reforçou as compras de moeda via leilões - dois à vista e um a termo. Após a presidente Dilma Rousseff, ter dito sexta-feira que não pode tomar nenhuma medida precipitada no câmbio sem olhar com cuidado o cenário externo, as declarações, ontem, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre mais medidas para conter a alta do real perderam força. Mas tiveram o mérito de limitar uma queda maior da moeda. Os juros também ficaram reféns das incertezas externas.

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