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Sustentável do campo à mesa

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, nascida no Brasil e presente em 117 países, BRF reforça compromisso com agenda sustentável

BRF, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

05 de julho de 2021 | 13h46

A BRF assumiu na quarta-feira, 30, o compromisso de se tornar Net Zero até 2040, tanto em suas operações quanto na cadeia produtiva. Isso significa zerar a emissão de gases de efeito estufa (GEEs), relevante contribuição da companhia para limitar o aumento da temperatura global neste século, conforme o objetivo estabelecido em 2015 pelo Acordo de Paris. “A sustentabilidade já faz parte da cultura da companhia há muitos anos, e agora estamos dando novos e importantes passos nessa jornada”, diz o CEO Lorival Luz.

Dona de marcas muito conhecidas dos consumidores, como Sadia, Perdigão e Qualy, a companhia já monitora suas emissões há mais de dez anos, por meio da gestão do Inventário de GEE. Agora, a BRF aderiu também à iniciativa global Science Based Targets (SBTi), que estabelece diretrizes para a construção de metas baseadas em ciência. O comprometimento com a transparência de relato das emissões e a busca por uma economia de baixo carbono rendeu à empresa a inclusão no Índice de Carbono Eficiente (ICO2) da B3.

Alcançar a meta Net Zero envolve uma série de estágios ao longo do caminho. Até 2030, a BRF projeta reduzir em 35% as emissões absolutas de escopo 1 e 2 – aquelas que dependem diretamente da própria companhia –, e em 12,3% as emissões absolutas do escopo 3, que envolvem a cadeia de valor.

Inovações Sustentáveis

Para apoiar os parceiros nessa missão, uma das estratégias é promover o aumento do uso de energia renovável. A BRF firmou um convênio com o Banco do Brasil que está disponibilizando R$ 200 milhões em limites de crédito para financiar investimentos na instalação de painéis de energia solar nas granjas dos produtores integrados. A meta, na primeira etapa do projeto, é chegar a 700 granjas até o final de 2022. Com o objetivo de assegurar a sustentabilidade na cadeia de produtores, a BRF está comprometida em garantir, até 2025, a rastreabilidade de 100% dos grãos adquiridos na Amazônia e no Cerrado. Propriedades que tenham promovido desmatamento no bioma amazônico após julho de 2008 já estão fora da lista de parceiros da companhia.

A BRF anunciou também a construção de um Centro de Distribuição no Espírito Santo que, com 13 mil m2, será o mais sustentável de suas operações. Terá painéis solares, reaproveitamento de água e novas tecnologias para o tratamento de efluentes. Outra iniciativa foi a implementação de testes com carros elétricos em sua frota comercial. Para fomentar as inovações necessárias em processos como esses, a companhia possui um hub de inovação com startups.

O CEO da BRF lembra que a população global continuará crescendo até alcançar 10 bilhões de pessoas em 2050. “Nosso grande desafio será alimentar todas essas pessoas de forma sustentável”, observa Lorival Luz. “Somos uma empresa com 87 anos de existência e que está se preparando para chegar aos 100, aos 200 anos de história”, reforça Grazielle Parenti, vice-presidente global de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF. “É por isso que sustentabilidade precisa estar cada vez mais presente na nossa cultura, na nossa visão, na nossa estratégia e na gestão cotidiana de nossas atividades.”

Compromisso nas frentes ESG

O anúncio da meta Net Zero da BRF foi realizado durante a segunda edição do ESG Fórum, promovido esta semana pela empresa, seis meses depois da primeira edição. Naquela ocasião, a companhia assumiu 22 compromissos públicos, alinhados com os princípios da sua Visão 2030 e com os preceitos ESG – sigla composta pelas iniciais, em inglês, de ambiental, social e governança, os três pilares avaliados pelo mercado financeiro para mensurar a maturidade das empresas em sustentabilidade. O CEO da BRF, Lorival Luz, lembra que a jornada ESG não está desvinculada do desempenho financeiro – ao contrário, a sustentabilidade pressupõe que os dois aspectos caminhem juntos e se retroalimentem. “Nossa Visão 2030 é alcançar R$ 100 bilhões de receita anual, o que nos consolidará como líder global de alimentos de alto valor agregado. As ações de sustentabilidade estão perfeitamente integradas a esse plano”, diz o executivo.

A missão de liderar mais de 100 mil colaboradores e 10 mil produtores integrados nessa grande jornada pela sustentabilidade é motivo de orgulho para o CEO da BRF. “Por mais que a gente defina planos e ações objetivos, baseados em indicadores, o que conta mesmo é que consigamos despertar um sentimento genuíno nas pessoas”, diz Lorival. “Eu penso muito nas gerações futuras, nos meus netos, no legado que vou deixar. Tenho certeza de que muitos dentro da companhia pensam do mesmo jeito.”

A emergência da covid-19

Preocupar-se com a sustentabilidade envolve, também, cuidar do aspecto social, o “S” de ESG. Quando eclodiu a pandemia, no início de 2020, a BRF passou a direcionar grandes esforços à preservação da saúde das pessoas. A companhia doou mais de R$ 100 milhões desde o início da crise, em ações coordenadas pelo Instituto BRF, e investiu R$ 450 milhões em medidas protetivas voltadas aos colaboradores e aos demais integrantes de seu contexto operacional.

Ponto sem retorno

Ano de 2021 marca um ponto de inflexão na sobrevivência do planeta

Em abril, a Cúpula dos Líderes sobre o Clima, convocada pelo presidente americano Joe Biden, carregou um forte simbolismo. Não apenas marcou a volta dos Estados Unidos ao xadrez climático internacional, como mostrou que regiões como a Europa, além da China, estão afinadas em zerar suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs) até a metade do século. Soma-se isso toda a instabilidade ambiental do planeta evidenciada pela pandemia. “Todos esses movimentos atrelados ao plano de recuperação econômica dos europeus focado na economia de baixo carbono mostram que entramos em um novo ciclo, em um ponto onde não há mais retorno”, afirma Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG) e do Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil (MapBiomas).

No caso específico do Brasil, assim como ocorreu nos Estados Unidos durante o governo do presidente Donald Trump, as mudanças, muito provavelmente, serão provocadas principalmente pela iniciativa privada, na visão do especialista em meio ambiente. “Aqui, há um descolamento muito grande entre os governos em geral e a iniciativa privada, que tem andado mais à frente do que o próprio poder público. As empresas, quando aceleram, empurram a regulação. Uma coisa puxa a outra também quando o setor privado começa a assumir metas e colocar suas cartas na mesa”, afirma o coordenador do MapBiomas.

Para ele, um dos resultados práticos desse processo protagonizado pelas empresas, que será outra marca de 2021, é a avalanche dos debates sobre ESG que vem sendo registrada em todo o mundo. A sigla em inglês representa as preocupações ambientais, sociais e de governança nas empresas e no poder público.

Do lado de dentro dos grandes grupos, o universo ESG também está gerando transformações. Desde janeiro, por exemplo, a BRF criou uma vice--presidência dedicada à sustentabilidade,  que se juntou às outras nove vice-presidências do grupo. Com assento no Comitê Executivo, o cargo agrega também as áreas de comunicação e de relações institucionais. “São temas que estão muito integrados às políticas de sustentabilidade”, diz a executiva escolhida para ocupar a nova vice-presidência, Grazielle Parenti.

Será que dá tempo?

Apesar do discurso pró-ambientede governos e de muitos representantes do setor privado, o tempo para evitar que a temperatura do planeta aumente a ponto de colocar em xeque a vida humana na Terra é curto. Mas, segundo Azevedo, ainda é possível evitar a tragédia. “É verdade que estamos longe de chegar em um cenário em que o aumento da temperatura não passe dos 2oC. Mesmo com todos os compromissos e cenários propostos atualmente, estaríamos aumentando a temperatura entre 2,7oC e 3,5oC até o final do século”, estima o coordenador do MapBiomas, com base em dados científicos gerados ao redor do mundo. Mas, segundo ele, toda essa aceleração vista nos últimos meses pode dar resultados positivos lá na frente. “O cenário já foi pior. Por causa dos benefícios econômicos que essa nova economia pode gerar, devemos ter um ganho de escala.” Se esse quadro realmente se confirmar, explica Tasso, a conta de chegada pode ser favorável à sobrevivência da espécie humana. “Essa transição acelerada poderá fazer com que tenhamos emissões [de GEEs] negativas o suficiente na segunda metade do século para compensar o excesso de emissões da primeira metade” – o que pode fazer, estimam os cientistas, com que a temperatura do planeta não aumente, em média, mais do que 2oC. Essa marca pode ser considerada segura em termos, por exemplo, do aumento no nível do mar ou da proliferação de grandes secas.

 “Negócios mais verdes e inclusivos terão bom desempenho”

Empresas com visão de futuro prosperam dando mais do que recebem, diz Paul Polman, ex-CEO da Unilever que tem auxiliado grandes empresas no caminho da sustentabilidade

CEO da Unilever entre 2009 e 2019, o holandês Paul Polman resolveu seguir carreira solo para ajudar grandes empresas do mundo a entrar no trilho do desenvolvimento sustentável. Segundo ele, como a pandemia escancarou a crise ambiental da Terra, mas, ao mesmo tempo, atrasou uma eventual transformação verde, é preciso dobrar a entrega de ações a favor do desenvolvimento socioambiental. Empresas com visão de futuro, segundo ele, apenas vão prosperar “dando mais do que recebem”. Polman concedeu a seguinte entrevista ao Estadão:

A pandemia de coronavírus causou crises econômicas e de saúde simultâneas. Nesta década-chave para ação, ainda podemos cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU?

A pandemia de coronavírus foi um sinal de alerta de que nosso modelo atual de crescimento não é sustentável nem inclusivo. Agora vemos ainda mais claramente que a saúde humana e a planetária estão de fato profundamente interconectadas e que devemos começar a viver dentro dos limites finitos da “mãe-Terra”. Degradamos nossos oceanos, florestas tropicais, pântanos e pastagens - ameaçando um milhão de espécies de extinção no processo - e estamos pagando o preço com uma emergência climática iminente que ameaça o futuro da humanidade. A grande desigualdade também está fora de controle, pois deixamos bilhões para trás sem acesso às necessidades humanas básicas, como trabalho, educação, saúde e saneamento. E a covid-19 ameaça tornar as coisas ainda piores. O Banco Mundial previu que a pandemia poderia levar mais 150 milhões de pessoas à pobreza extrema e a ONU alertou sobre a fome "bíblica" que pode levar mais de 250 milhões de pessoas a não ter o que comer.

O imperativo de reconstruir melhor não poderia, portanto, ser mais pronunciado. E embora a pandemia tenha inegavelmente frustrado os esforços para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, eles continuam sendo nossa melhor esperança de criar uma economia mais verde e justa. Agora é o momento de dobrar a entrega dessa agenda de desenvolvimento crucial. Especialmente porque os custos da inação são agora significativamente mais elevados do que os custos da ação. As empresas que entendem isso e buscam modelos de negócios mais verdes e inclusivos terão um bom desempenho. Ser menos mau simplesmente não é mais bom o suficiente. Precisamos desenvolver modelos de negócios regenerativos que deixem este mundo em um estado melhor. Eu chamo isso de 'Net Positive', que é o nome do meu novo livro, que será lançado em outubro. Ele descreve como as empresas prosperam dando mais do que recebem, que é a abordagem das empresas com visão de futuro.

A produção de energia limpa é fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Que iniciativas podem ajudar a acelerar essa transição energética?

Desde o início da pandemia, as principais economias, infelizmente, prometeram mais apoio financeiro aos combustíveis fósseis do que à energia limpa. Portanto, é claro que precisamos mudar nossa trajetória. É extremamente importante que os governos e investidores tratem a covid-19 como uma oportunidade para acelerar os investimentos em energia renovável, especialmente porque os custos caíram drasticamente, principalmente para a geração de energia solar e eólica. O mesmo vale para proteger nosso capital natural e reverter a tendência preocupante de desmatamento.

A Agência Internacional de Energia (IEA) recentemente deu o tom com seu “relatório especial”, que pode ser considerado histórico. O documento indica que o setor de energia precisa zerar as emissões líquidas até 2050. Entre as 400 recomendações apresentadas, a IEA diz que precisamos parar a exploração de petróleo, gás e carvão, proibir a venda de caldeiras de combustível fóssil a partir de 2025 e encerrar a venda de carros a gasolina e diesel a partir de 2035.

É uma agenda ousada de mudança, mas um caminho que vale a pena percorrer. Enquanto uma ambiciosa transição energética está estimada em US$ 19 trilhões, ela traria benefícios no valor de US$ 50 a 142 trilhões até 2050, além de criar 63 milhões de novos empregos - o que é fundamental para uma transição justa para os trabalhadores do setor de combustíveis fósseis.

O Brasil está bem posicionado para se tornar um líder em recursos energéticos mais limpos e na proteção e desenvolvimento de nosso capital natural. A oportunidade econômica é enorme.

Que contribuição o setor privado pode dar para conter o aquecimento global? E que papel os indivíduos podem desempenhar?

O setor privado pode dar uma enorme contribuição para reverter o aquecimento global. Na verdade, não progrediremos sem o envolvimento total da comunidade empresarial. A boa notícia é que, em muitos aspectos, as empresas estão à frente dos governos. Mais de 1.300 empresas - com uma capitalização de mercado combinada de mais de US$ 15 trilhões - já se comprometeram a definir metas de redução de GEE com base científica. E 2.360 empresas e 163 dos maiores investidores estão agora inscritos na campanha ‘Race to Zero’ apoiada pela ONU. A BRF, por exemplo, acaba de anunciar seu compromisso de ser neutra em carbono até 2040, e vemos outras empresas brasileiras líderes como Natura e Suzano também atuando.

A ação corporativa inclui a melhoria da eficiência energética e o uso de energias renováveis; transição para a economia circular; usando "soluções baseadas na natureza" para proteger nosso capital natural; acelerando as transformações do sistema alimentar; e eliminação do desmatamento nas cadeias de abastecimento. Mas ainda há muito mais a fazer. Isso inclui estabelecer uma "taxonomia" global - uma estrutura de definição de padrões que quantifica a atividade econômica verdadeiramente sustentável - para desbloquear trilhões de dólares em investimentos nas empresas mais sustentáveis. É uma grande oportunidade para gerar crescimento, empregos e aumentar a renda. Mas, mais do que tudo, precisamos ver uma maior colaboração entre os setores público e privado. Precisamos criar um "ciclo de ambição" que se auto-reforça, onde a ação corporativa corajosa seja incentivada por meio de políticas públicas ousadas.

Também seria negligente ignorar a contribuição que todos podemos dar como indivíduos. Seria muito fácil declarar a ação climática como responsabilidade de governos ou grandes empresas. Na verdade, todos nós podemos fazer a diferença. Por exemplo, podemos convocar as autoridades eleitas a se comprometerem com políticas climáticas ambiciosas. Temos o poder do voto e o poder de nossa carteira. Podemos mudar nossos padrões de consumo, comer menos carne, viajar com menos frequência e reciclar mais. 

Quais são suas expectativas para a COP26 em Glasgow?

Não há dúvida de que estamos correndo contra o tempo para reverter o aquecimento global, antes de cruzarmos os pontos de inflexão irreversíveis que causam danos permanentes à estabilidade do nosso planeta.

Os cientistas acreditam que podemos cruzar temporariamente o limiar de aquecimento global de mais 1,5 °C logo em 2027, e que podemos estar a caminho de um aquecimento de 3°C ou mais até o final do século.

As apostas não poderiam ser maiores, mas estou confiante de que os países se unirão e farão a coisa certa na COP26. Precisamos reduzir as emissões de carbono pela metade nos próximos 10 anos e os líderes políticos estão cada vez mais se unindo em torno dessa meta.

Há várias coisas que precisamos fazer para desbloquear o progresso. Em primeiro lugar, precisamos que os países apresentem PADs ambiciosos, focados não apenas nos horizontes de 2050, mas em metas ambiciosas para 2030. Por exemplo, o Brasil pretende cortar suas emissões de GEE em 43% até 2030 e, com sorte, o governo terá uma meta ainda maior.

Os governos também precisam definir planos detalhados de como interromperão a exploração de combustíveis fósseis. Foi encorajador ver os líderes do G7 recentemente se comprometerem a encerrar o financiamento da nova geração de carvão nos países em desenvolvimento. Mas ainda há muito mais a fazer. Por exemplo, em 2020, a China abriu praticamente uma grande usina a carvão todas as semanas. No entanto, seria necessário fechar quase 600 usinas termelétricas a carvão nos próximos 10 anos e eliminar completamente o carvão antes de 2040 para permanecer no caminho de 1,5 °C. Como a China é o maior emissor de carbono do mundo, precisa dar o exemplo, mas precisamos claramente de todos os países a bordo.

Também precisamos fazer muito mais para proteger e restaurar a natureza, pois não podemos enfrentar as mudanças climáticas se não revertermos a perda galopante da biodiversidade. A natureza está em uma espiral de morte chocante, com um declínio médio de 68% nas populações de mamíferos, peixes, pássaros, répteis e anfíbios em menos de cinco décadas - conhecida como a 6ª grande extinção. Nossas florestas, oceanos, manguezais e sistemas de água doce são todos sumidouros de carbono vitais, mas sua destruição rotineira continua inabalável. Em particular, devemos reverter o desmatamento na Amazônia brasileira, dado seu papel crítico na regulação do clima da Terra.

As gerações mais jovens, em particular, estão clamando por essa ação e devemos isso a eles. Mas também é uma agenda de crescimento, já que uma economia positiva para a natureza pode gerar US$ 10 trilhões em oportunidades de negócios e criar quase 400 milhões de empregos. Não há absolutamente nenhuma compensação entre a gestão ambiental e a prosperidade, então agora é a hora de redefinir completamente nossa relação com a natureza.

É importante ressaltar que as nações mais ricas do mundo também precisam fornecer às economias emergentes US$ 100 bilhões em financiamento climático por ano, já que esses países têm feito o mínimo para causar as mudanças climáticas, mas são os que mais sofrem. Inundações, secas, ondas de calor, incêndios florestais e a elevação do nível do mar os afetam mais, por isso precisam de ajuda urgentemente. Em última análise, trata-se de promover a confiança e a solidariedade e garantir que haja uma transição justa para todos.

De forma encorajadora, estamos vendo um foco maior na mitigação do clima, mas agora precisamos prestar igual atenção à adaptação e resiliência.

Por que você criou sua empresa social IMAGINE e o que espera alcançar?

A missão do IMAGINE é capacitar ‘coletivos corajosos’ de CEOs para acelerar a entrega dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e do Acordo de Paris.

Em geral, estamos nos movendo na direção certa, mas não na velocidade e escala necessárias. O IMAGINE aborda isso concentrando-se nas transformações humanas e do sistema.

As empresas individuais não podem fazer muito por conta própria - no clima, perda de biodiversidade e saúde oceânica, por exemplo - e se os CEOs tentarem elevar a barra sozinhos, muitas vezes se colocam em risco competitivo. IMAGINE os ajuda a elevar o teto, aumentar o espaço pré-competitivo e mudar as normas da indústria.

Fazemos isso reunindo 25-30% de um setor com representação em toda a cadeia de valor para criar pontos de inflexão. O IMAGINE fornece conectividade e recursos e estamos inicialmente focados em três setores - moda, alimentação e finanças.

Um bom exemplo seria o papel do IMAGINE em ajudar a lançar o ‘Pacto da Moda’, que viu mais de 67 CEOs representando 250 marcas se comprometerem em uma escala nunca vista antes. O progresso inclui metas baseadas na ciência sobre o clima para ficar abaixo de 1,5 °C de aquecimento, eliminação de plásticos descartáveis e mudança para algodão regenerativo.

IMAGINE está fazendo o mesmo no setor de alimentos com um coletivo de 28 CEOs focados em mudar nossos sistemas alimentares falidos, mudando, por exemplo, para a agricultura com carbono positivo e melhorando os meios de subsistência dos pequenos agricultores.

Se a pandemia de coronavírus nos mostrou alguma coisa, foram os modelos de negócios de longo prazo com várias partes interessadas que colocaram o ESG no centro de suas operações e têm um desempenho muito melhor.

As empresas não querem ficar para trás e, cada vez mais, veem um grande valor em colocar o propósito no centro de seus negócios. Isso exige liderança, visão estratégica e, acima de tudo, parcerias - é onde o IMAGINE desempenha um papel catalisador.

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