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Suzano criará área de novos negócios

Com R$ 2,1 bi, holding prepara área para multiplicar o capital recebido com venda da área petroquímica

Agnaldo Brito e Cleide Silva, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2008 | 00h00

A Suzano Holding decidiu montar nos próximos meses uma divisão de novos negócios. A informação é do vice-presidente executivo e diretor de relações com investidores da Suzano Holding, Fábio Eduardo de Pieri Spina. A decisão foi tomada depois da venda da Suzano Petroquímica, negócio que levará aos cofres da família Feffer, controladora da holding, uma fortuna de R$ 2,1 bilhões.A idéia é entregar a um grupo a missão de cuidar dos recursos que serão recebidos da Petrobrás após a conclusão da operação de venda das participações na área petroquímica. ''''Sempre foram apresentados projetos para o investimento da holding. Coisas de todos os tipos. Acho que agora vamos ter de pensar numa área de novos negócios organizada'''', afirma Spina.O modelo atual de avaliação de negócios é simples. A missão é distribuída entre os membros da diretoria da holding. ''''Não tenha dúvida que os recursos serão alocados para continuar a gerar valor para os acionistas'''', diz. Existem várias opções de novos negócios.Segundo o presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel Neto, a idéia inicial do grupo é focar os investimentos na área de papel e celulose. ''''Mas o grupo estuda outras alternativas'''', disse. Maciel participou ontem da entrega do prêmio Maiores e Melhores, da revista Exame. A Suzano foi eleita a melhor empresa do ano na área de papel e celulose.Segundo Maciel, a empresa deve anunciar até o final do ano a construção de uma nova fábrica de celulose, com capacidade de produção de 1,1 milhão de toneladas - o que dobraria a capacidade atual de produção. O investimento previsto é de cerca de US$ 1,3 bilhão. O local do investimento ainda não foi definido. Segundo o executivo, a empresa já analisou mais de 20 alternativas.A Suzano também deve ativar até outubro a segunda linha de produção de celulose em Mucuri (BA), cuja capacidade atingirá 1,1 milhão de toneladas para exportação. Poderá alcançar 1,250 milhão com um investimento adicional. Maciel disse também que a empresa não descarta a compra de uma nova unidade de produção, a exemplo da aquisição da Ripasa, feita em parceria com a Votorantim Celulose e Papel em 2004.FLORESTASOutra idéia, ainda em fase embrionária na empresa, é aproveitar as florestas de eucalipto, plantadas para produzir celulose, para a fabricação de matéria-prima para plásticos. Recentemente, a Braskem e a Dow anunciaram que vão produzir plástico a partir do álcool, em escala industrial. A Suzano faria o mesmo com a celulose. Trata-se de um investimento caro. O projeto da Dow em parceria com a Crystalsev (trading de açúcar e álcool), que vai do plantio de cana à produção do plástico, custará US$ 1 bilhão.Também poderiam ganhar um reforço de caixa para seus negócios outras empresas do grupo, que incluem uma seguradora e a maior concessionária Volvo do País. Spina avalia que a venda da petroquímica abrirá mais tempo para os executivos se dedicarem a organizar esses novos negócios. As primeiras avaliações sobre o que fazer com o dinheiro devem sair em um mês.

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