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Suzano e Petrobrás prestes a fechar acordo

Empresas preparam anúncio da compra da Suzano para sexta-feira

Agnaldo Brito, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

Embora a compra da Suzano Petroquímica tenha provocado reações irritadas - incluindo críticas sobre uma possível reestatização do setor petroquímico e questionamentos sobre o preço ofertado pela Petrobrás -, as duas empresas estão prestes a concluir o acordo e acreditam que possam anunciar oficialmente o fechamento do negócio na próxima sexta-feira, dia 30.Ontem, Petrobrás e Suzano Petroquímica distribuíram separadamente comunicados ao mercado anunciando que tão logo concluam as negociações informarão o valor final do negócio. A compra da Suzano Petroquímica faz parte de um grande plano de reformulação do setor na região Sudeste e inclui, imediatamente depois do fechamento do negócio, a formação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), em parceria com a Unipar.Os fatos relevantes, colocados no ar ainda na manhã de ontem, foram uma reação à reportagem publicada pelo Estado na qual foi revelada a informação de que a Petrobrás, depois de avaliar os ativos da Suzano, terá um desconto de 1% no valor das unidades e das participações da divisão petroquímica do Grupo Suzano. Antes dessa definição, havia uma discussão se o preço a ser pago pela Suzano Petroquímica poderia ter um desconto maior por causa das pressões contra o negócio.A oferta inicial da Petrobrás foi de R$ 2,7 bilhões. Pelo acordo assinado em agosto, porém, o valor não poderia oscilar além de R$ 80 milhões para mais ou menos. A variação foi de R$ 27 milhões para menos e ocorreu por uma reavaliação da Petroflex, empresa que pertencia a Suzano, Braskem e Unipar.A Petrobrás definiu o valor oferecido ao Grupo Suzano a partir de uma avaliação da empresa petroquímica preparada pelo banco ABN Amro, mas só iniciou uma due diligence (auditoria) depois de fazer a oferta. Ontem, no fato relevante, a estatal explicou que "os resultados do processo de due diligence relativo à operação de aquisição das ações detidas pelos controladores da Suzano Petroquímica ainda estão sob discussão". A empresa conclui a nota dizendo que "manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre o andamento da operação de aquisição".Uma das preocupações das empresas era um pronunciamento desfavorável do Tribunal de Contas da União. Segundo a assessoria do tribunal, o assunto está em "fase de instrução", sem data para ser apreciado pelos ministros. O assunto está sob a responsabilidade do ministro Augusto Nardes.A informação do preço do negócio não afetou as ações da Suzano Petroquímica. A ação PN fechou com o mesmo valor do dia anterior, R$ 9,50.

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