Suzano espera inclusão da celulose no Reintegra após desoneração da folha

A Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, espera que o governo incluía a celulose no Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), após anunciar, na semana passada, a desoneração da folha de pagamento para o setor.

ROBERTA VILAS BOAS, Reuters

18 de setembro de 2012 | 12h07

"O governo já fez uma serie de estudos... Nossa expectativa é de que na próxima rodada a celulose seja considerada no Reintegra. (Isso) é muito importante, nossos custos aumentaram muito nos últimos anos", afirmou à Reuters o presidente da Suzano, Antonio Maciel Neto, antes de participar de um evento da Fundação Getulio Vargas, nesta terça-feira.

"Temos grande expectativa de que o governo compreendeu que a celulose merece ser incluída no Reintegra."

O Reintegra prevê a devolução de impostos em até 3 por cento da receita de exportação obtida pela empresa em um ano.

Na semana passada, o governo anunciou a redução dos encargos na folha de pagamento para mais 25 setores, incluindo o setor de papel e celulose. As empresas deixarão de recolher 20 por cento da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamento e passarão a pagar entre 1 e 2 por cento do faturamento bruto.

"Essa desoneração aproxima mais os nossos tributos do que existe nos nossos competidores no exterior. Essa mudança de colocar 1 por cento sobre o faturamento bruto do mercado interno e desonerando o INSS é uma medida muito importante", afirmou Maciel.

PREÇOS DE CELULOSE

Maciel manteve a perspectiva de estabilidade nos preços da tonelada no mercado internacional, com possível aumento no quarto trimestre, ressaltando que as recentes medidas adotadas na China terão um impacto positivo nas compras do insumo pelo país asiático.

"Os estoques nos portos já baixaram. Tenho grande perspectiva que mais para o fim do ano vamos voltar pra uma situação de preços melhores, já com um pouco de retomada da economia, tanto na Europa como nos Estados Unidos, mas principalmente na China", disse o presidente da Suzano.

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