Suzano investe US$ 1,3 bi para entrar na área de energia renovável

Empresa inicia em 2013 a produção de insumo para fabricação de biomassa, com a meta de abastecer o mercado europeu

André Magnabosco, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2010 | 00h00

O grupo Suzano vai diversificar sua atuação com um investimento de US$ 1,3 bilhão em uma nova companhia, a Suzano Energia Renovável. A estratégia, anunciada ontem, é ambiciosa: o novo braço do grupo controlado pela família Feffer quer ser a maior fabricante mundial de pellets de madeira, insumo usado na produção de biomassa para geração de energia.

O objetivo é abastecer entre 5% e 15% do consumo do produto no mercado europeu até o fim da próxima década, quando a produção deve atingir 5 milhões de toneladas de pellets de madeira. As primeiras unidades produtivas serão inauguradas entre 2013 e 2014 na Região Nordeste, com capacidade de 3 milhões de toneladas do produto. Segundo a Suzano, há negociações em curso para garantir o escoamento de 90% desse volume inicial.

Do valor de investimento anunciado ontem, US$ 800 milhões serão aplicados até 2014, enquanto outros US$ 500 milhões serão usados na segunda fase do projeto, entre 2018 e 2019. A previsão é que o negócio fature inicialmente US$ 480 milhões por ano, o equivalente a 20% da atual receita anual da Suzano Papel e Celulose. Ao fim da expansão, a expectativa é que a receita da Suzano Energia Renovável salte para US$ 800 milhões.

Comando. O novo negócio será comandado por André Dorf, que atuava como diretor executivo de Estratégia, Novos Negócios e Relações com Investidores da Suzano. "Existem atualmente poucas empresas focadas nesse segmento, e o mercado precisa de fornecimento sólido", afirmou o executivo, justificando a criação da empresa.

Segundo Dorf, o objetivo é minimizar os aportes da Suzano Papel e Celulose na nova empresa. Ele disse que a segunda fase de investimentos poderá ser financiada pela geração de caixa da própria Suzano Energia Renovável.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.