Suzano mira aquisições no Brasil e exterior, mesmo com expansão

A Suzano, maior empresa emfaturamento do segmento de papel e celulose do país, pretendedobrar de tamanho até 2015 por vias próprias, mas isso nãoimpede a companhia de mirar aquisições no Brasil e no exterior,afirmou nesta quarta-feira seu presidente-executivo, AntonioMaciel Neto. "Estamos olhando oportunidades de aquisição de maneirageral, não tem uma área específica ainda", disse o executivo ajornalistas após a companhia anunciar alta no lucro do segundotrimestre e projeto de expansão que vai mais que triplicar acapacidade de produção de celulose de eucalipto da companhiaaté 2015, para 6 milhões de toneladas por ano. Para maisinformações clique [ID:nN23390380]. "Vamos administrar nosso projeto de crescimento orgânico ecom isso vamos olhar a nossa nova organização mais atentamente.Não está tendo tantos novos negócios agora, mas a qualquermomento vai aumentar a concentração no setor", disse MacielNeto. Ele não comentou se a Suzano está considerando também umaeventual aquisição da Aracruz, maior produtora de celulose deeucalipto do mundo, que vem sendo vista pelo mercado comopotencial alvo após fim de acordo de acionistas em maio queimpedia mudanças no controle da empresa. O executivo negouainda que a Suzano está avaliando a instalação de máquina deprodução de papel nos Estados Unidos. O projeto de expansão orgânica prevê instalação de duasnovas fábricas de celulose com capacidade para 1,3 milhão detoneladas por ano cada no Maranhão e no Piauí --além de umaterceira de mesma capacidade cujo local ainda não foi decidido. Segundo Maciel Neto, essa expansão usará recursos daprópria geração de caixa da Suzano, atualmente na casa do 1bilhão de dólares por ano, e que a empresa não precisarárecorrer aos mercados de capitais para captar recursos. Mas para uma eventual grande aquisição, a companhia podepartir para outros mecanismos de busca de recursos. "Se houver oportunidade de aquisição no exterior ou noBrasil, e que for julgada interessante, podemos recorrer aomercado de dívida e ao mercado de capitais", disse o executivo. O presidente da Suzano explicou que após a conclusão daexpansão da capacidade, a companhia terá sua participação decelulose de mercado no mundo ampliada de 1,7 para cerca de 10por cento em 2015. A projeção baseia-se em uma produção mundialsaindo dos 52 milhões de toneladas para 60 milhões de toneladasanuais. A produtividade das novas unidades no Maranhão e Piauí seráde cerca de 40 metros cúbicos de madeira por hectare plantado,pouco abaixo da unidade da empresa em Mucuri, na Bahia, que temprodutividade de cerca de 45 metros cúbicos. As árvores a seremplantadas no Piauí serão híbridos que a Suzano desenvolve naregião há 25 anos. No Maranhão, a mineradora Vale participará como fornecedorade parte da madeira que a Suzano utilizará em sua fábrica etambém no escoamento da celulose via ferrovias Norte-Sul eEstrada de Ferro Carajás. A Vale vai aprontar vagões dedicadospara transporte da celulose e construir um ramal das ferroviasaté a planta da Suzano. Maciel Neto não revelou quanto a Suzanopagará pela madeira do projeto de reflorestamento da Vale naregião. A distância média das florestas até as fábricas novas nãoestá definida ainda, mas a Suzano espera que fique abaixo dos100 quilômetros. A distância é importante porque um dosprincipais custos do setor é o gasto no transporte da madeira,algo que é intensificado pela alta nos preços do petróleo. Maciel Neto informou que os projetos de crescimentoorgânico são focados no atendimento da demanda de mercadosemergentes, que cresce cerca de 1 milhão de toneladas por ano,e que não deve haver um excesso significativo na oferta diantede aumentos de capacidade de outros fabricantes, como aAracruz. Ele citou que enquanto o consumo de papel nos EUA é de 300quilos per capita por ano, na Índia o consumo é de sete quilosanuais. "À medida que esses países emergentes estão crescendo,estão colocando mais gente no mercado, o que aumenta o consumode papel." As ações da empresa operavam em alta de 4,64 por centonesta tarde. O Ibovespa tinha ganho de 0,34 por cento. (Edição de Vanessa Stelzer)

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