Suzuki confirma fábrica em Itumbiara

Montadora de origem japonesa inicia projeto modesto de produção no País, mas com planos de crescer no longo prazo

Rubens Santos / Goiânia e Cleide Silva / São Paulo, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2011 | 00h00

A Suzuki do Brasil confirmou ontem que vai instalar sua fábrica de veículos em Itumbiara, no interior de Goiás. O investimento inicial é de R$ 100 milhões para uma produção de 7 mil veículos ao ano, mas a empresa informa já ter plano de expansão, a ser anunciado futuramente.

O investimento será bancado pelo próprio grupo, que tem como sócios o empresário brasileiro Eduardo Souza Ramos e o banco de investimentos BTG Pactual. Na semana passada, o grupo anunciou investimentos de R$ 1 bilhão para a ampliação da fábrica da Mitsubishi em Catalão (GO), da qual também é dono. As duas montadoras operam com licenças das matrizes japonesas.

O modelo a ser produzido em Itumbiara, em terreno adquirido pela Suzuki, é o jipe compacto Jimny, com tração nas quatro rodas. "Vamos começar de forma modesta, atuando em um nicho de mercado que deve crescer muito no Brasil", disse Luiz Rosenfeld, presidente da empresa. "Mas temos um plano de crescimento para os próximos 20 anos", avisou.

Ontem, Rosenfeld assinou o protocolo de intenções com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que prevê o início das operações no fim de 2012.

A escolha de Itumbiara, segundo Rosenfeld, se baseou em critérios técnicos. Pesaram garantias dadas pelo Estado, incentivos fiscais, a posição geográfica da cidade, situada a 200 quilômetros da capital Goiânia, e facilidades de logística. Também disputavam o projeto o município de Catalão e outras cidades de Minas Gerais, Rio e Distrito Federal.

Para o governador Perillo, a Suzuki, que agora se junta à Hyundai/Caoa e à Mitsubishi, vai impulsionar o crescimento econômico de Goiás pela geração de tecnologia.

"A opção por Goiás simboliza nossa confiança no potencial do Estado e no Brasil", disse Rosenfeld, para quem a região Centro-Oeste terá grande potencial de demanda para veículos nos próximos anos. "No momento, todas as montadoras estão olhando para o Brasil", acrescentou.

Vendas. O executivo não divulgou qual será o índice de nacionalização do Jimny, mas disse que, inicialmente, vários componentes serão importados de "onde for mais competitivo". Motor e transmissão são peças cativas da Suzuki japonesas. Já componentes como pneus, rodas, vidros, bancos, forros e carpetes serão adquiridos de fornecedores já instalados no País.

O Jimny importado do Japão é oferecido no mercado brasileiro por R$ 54,7 mil e vende cerca de 130 a 150 unidades por mês, segundo Rosenfeld. A produção local pode reduzir o preço, mas o executivo acha cedo falar em números. A marca também vende os utilitários Grand Vitara e SX4.

Retorno

A Suzuki atuou no Brasil como importadora de 1991 a 2003. Deixou o mercado e voltou em 2009. Hoje, tem 50 revendas - deve chegar a 63 até dezembro - e vendeu este ano 2 mil veículos.

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