Swap de moeda com outros BCS é preventivo, diz Meirelles

Presidente do BC diz que não há necessidade de usar medida agora, mas que há interesse de países

Adriana Fernandes, Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

22 de outubro de 2008 | 12h30

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, explicou que a autorização para a autoridade monetária realizar operações de swap (troca de moedas) com outros bancos centrais é uma medida preventiva. Segundo ele, não existe necessidade de usar essa medida neste momento. O BC pode trocar moedas com outros bancos centrais de países que tenham moeda de "alto nível de aceitação internacional".   Veja também: Estatização de bancos não será permanente, diz Mantega Governo autoriza estatização de instituições privadas no País Íntegra da MP no Diário Oficial  Pacote para construção civil envolverá BNDES e Caixa Conheça outro caso de intervenção do governo em construtoras Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Meirelles explicou que tal qual a medida de redesconto, anunciada na semana passada, e que até agora não foi usada, essa autorização coloca mais um instrumento à disposição da autoridade monetária, caso haja necessidade.   Ele disse que é uma operação que tem sido feita por outros bancos centrais, principalmente entre o Fed e outros bancos centrais. Meirelles disse que não adianta perguntar com que outros países poderia ser feita a troca, porque ainda está sendo elaborada a "montagem legal".   Pelo texto da MP, as condições dessas operações ainda têm de ser feitas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Meirelles insistiu na afirmação de que trata-se de uma antecipação de um instrumento.   Convênios   O presidente do BC afirmou que há interesse de outros bancos centrais em celebrar convênios com o Brasil para operações de swap de moeda. "Existiria interesse de outros bancos centrais em celebrar esses convênios com o Brasil? Na nossa avaliação sim, pelo tipo de conversas que temos tido no mundo todo", afirmou Meirelles. "É uma faculdade legal que é bom que se tenha", acrescentou.   Segundo o presidente do BC, no cenário internacional existem várias modalidades de convênios celebrados entre bancos centrais. "Evidentemente nos não estamos aqui propondo nenhum convênio especificamente. Estamos propondo a faculdade legal do BC de celebrar convênios caso seja necessário. Portanto, não há o que discutir como seria um possível convênio", argumentou.

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