Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Tabela do frete talvez não seja a melhor opção, diz Guardia

Ontem o governo decidiu revogar uma nova tabela de fretes que havia sido editada poucas horas antes

Lorenna Cardoso, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 12h23

BRASÍLIA -  O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse nesta sexta-feira, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que o governo está chegando à conclusão de que a tabela de preços mínimos para fretes não é a melhor solução para o setor e para a sociedade. Guardia, que participou do programa do Datena, disse que a tabela foi editada em um momento de crise e agora está sendo rediscutida. "Está se chegando à conclusão de que tabela talvez não seja a melhor opção", afirmou.

+ Com alta da gasolina e da conta de luz, inflação acelera para 0,40% em maio

Ontem o governo decidiu revogar uma nova tabela de fretes que havia sido editada poucas horas antes. O tabelamento foi criticado por integrantes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Na entrevista, o ministro foi questionado se foi voto vencido na decisão sobre reduzir impostos para o diesel e se teve que voltar atrás quando disse que poderia haver aumento de impostos para compensação. O ministro disse que não havia anunciado alta de impostos, mas sim dito que essa era uma das alternativas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas que a decisão do governo foi reduzir benefícios fiscais para compensar a queda de impostos.

"Não fui voto vencido. Governo fez o que tínhamos que fazer naquele momento. A greve foi séria, a economia estava paralisada, precisavamos de solução", afirmou.

+ THE ECONOMIST: Como uma greve de caminhoneiros moldará as eleições no Brasil

Apesar do corte de despesas em áres como saúde e educação e da redução de benefícios para exportadores, o ministro disse que a população não vai arcar com a redução dos tributos sobre o diesel. "Sempre existe uma conta a ser paga em redução de preços, a pergunta é quem vai pagar", acrescentou.

Guardia disse ainda que o impacto da redução dos impostos já foi acomodado no Orçamento e que não comprometerá a meta fiscal deste ano. "O compromisso com a meta fiscal é inabalável", afirmousso, o ministro citou o acirramento de práticas protecionistas, que disse impactar o crescimento mundial e do Brasil.

 

Mais conteúdo sobre:
Eduardo Guardia caminhoneiro óleo diesel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.