Tablet do Google terá câmera 3D e sensores

Protótipos do novo aparelho começam a ser produzidos em junho, diz jornal

CAMILO ROCHA, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2014 | 02h05

O Google está desenvolvendo um tablet com tela de sete polegadas que pode capturar imagens em três dimensões. A empresa planeja produzir cerca de 4 mil protótipos do aparelho a partir do próximo mês, publicou o Wall Street Journal, citando pessoas com conhecimento sobre o assunto.

O aparelho, que é parte do Projeto Tango, do departamento de Tecnologias e Projetos Avançados do Google, terá duas câmeras traseiras, sensores infravermelhos de profundidade e software que pode capturar imagens precisas de objetos em 3D.

O Projeto Tango é uma plataforma para celulares e tablets Android voltada para acompanhar o movimento em três dimensões do aparelho conforme o usuário o segura. Simultaneamente, o aparelho é capaz de criar um mapa do ambiente ao redor, sendo de especial utilidade para deficientes visuais e para a navegação de robôs.

O principal produto do projeto, um smartphone em fase de protótipo, foi liberado em fevereiro e tem sensores similares. Assim como o tablet, o produto foi projetado para criar um mapa 3D do espaço que cerca o usuário.

O Google não comentou a notícia. Em fevereiro, Johnny Lee, principal engenheiro do departamento responsável pelo projeto disse que seu objetivo era "dar a dispositivos móveis um entendimento humano de espaço e movimento através da fusão avançada de sensores e visão computacional". Segundo ele, essa capacidade permitiria "novas e realçadas experiências, incluindo escaneamento tridimensional, navegação em interiores e jogos imersivos".

Nesta semana, foi noticiado que pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, haviam incorporado, com sucesso, um telefone Project Tango em um drone com quatro rotores para auxiliar na navegação do aparelho sem o GPS. A precisão do Tango, de centímetros, seria maior que a do GPS, de metros.

Celular de montar. No mês passado, o Google anunciou para janeiro de 2015 o lançamento do Project Ara, o smartphone "de montar" que é outro importante projeto do seu departamento de Tecnologias e Projetos Avançados. A empresa divulgou que o aparelho custará US$ 50 e que seu modelo inicial será cinza.

Responsável pelo projeto, o engenheiro Paul Eremenko disse, na primeira conferência para desenvolvedores, que a escolha pelo cinza "insípido" é proposital. "A intenção é que seja customizado", disse Eremenko.

O Projeto Ara, criado pela Motorola no ano passado, quando a empresa ainda pertencia ao Google, projetou smartphones com módulos que podem ser substituídos pelos usuários se quiserem uma câmera, um processador melhor ou uma bateria extra, em uma experiência totalmente "customizável".

Os smartphones Ara serão Android, mas o sistema operacional ainda precisará ser adaptado ao aparelho, pois não é compatível com as partes (drivers) que permitam controlar componentes modulares.

Eremenko confirmou, na época, que o sistema Android ainda não estava preparado, mas relativizou a questão com uma brincadeira: "A boa notícia é que estamos no Google". Segundo ele, os drivers do Android virão em dezembro e serão uma das últimas tarefas da equipe antes do lançamento.

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