Tablet puxa venda no setor de informática

Indústria vendeu 10,34 milhões de máquinas entre os meses de janeiro e junho deste ano, melhor resultado da história para o período

Rodrigo Petry, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2013 | 02h05

Puxada pelo aumento das vendas de tablets, a indústria de informática no Brasil vendeu 10,34 milhões de máquinas (desktops, notebooks e tablets) de janeiro a junho, a maior marca para este período do setor. Em relação ao mesmo período de 2012 as vendas subiram 14,7%.

Os dados são da Associação Brasileira da Indústrias Elétrica e Eletrônica (Abinee), compilados pela consultoria IDC e informados com exclusividade ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Com 3,3 milhões de unidades vendidas no período, os tablets garantiram o crescimento do setor. A categoria teve um aumento de 153%. A rápida ascensão reflete, sobretudo, a redução dos preços destes dispositivos, junto de uma maior oferta de modelos. De acordo com a pesquisa, os aparelhos já são encontrados na faixa dos R$ 500.

Por outro lado, as vendas de notebooks e desktops continuam perdendo espaço. No primeiro semestre foram vendidos 4 milhões de notebooks, uma queda de 4,7% sobre o montante de igual período do ano passado. Já os desktops apresentaram retração de 8,8% das vendas.

Assim, a fatia de tablets sobre as vendas ao final de junho atingiu uma representatividade de 34,8%, ante 16,1% do mesmo período de 2012. Os notebooks, por sua vez, viram sua fatia sobre as vendas caírem de 47,3% no primeiro semestre do ano passado para 38,4% neste ano, enquanto dos desktops recuaram no período de 36,6% para 26,8%.

EFEITO MUNDIAL

O avanço dos tablets assim como dos smartphones sobre os desktops e notebooks é um movimento global. "O volume de PCs diminuiu no mundo todo", afirmou o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados do segundo trimestre.

A menor demanda por computadores tradicionais levou os fabricantes globais de componentes a deslocarem suas linhas de produção visando atender aos novos dispositivos, fato que elevou os preços internacionalmente destes insumos, ressaltou Rotenberg.

Esse efeito e a valorização de 15% do dólar este ano sobre o real fizeram subir os preços dos PCs no Brasil. No caso da Positivo Informática, a estratégia da companhia foi apostar na ampliação das linhas de produtos alternativos aos computadores. Para o segundo semestre, a empresa vai lançar seis novos modelos de tablets, além de começar a fabricação própria de smartphones. Os tablets já representam quase 16% das vendas da Positivo.

Mesmo com a retração das vendas de computadores, a aposta é de que os desktops sigam como primeira opção de compra de itens de informática, sobretudo sobre as classes C e D. Mas a participação de notebooks, como primeira máquina, deve seguir em crescimento, na avaliação do executivo da Positivo.

Apenas no segundo trimestre deste ano, as vendas de desktops, notebooks e tablets cresceram 16,4%, somando 5,52 milhões de unidades. Neste período, as vendas de tablets avançaram 151%, enquanto as de notebooks caíram 5,4% e as de desktops recuaram 14,8%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.