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Tablets, como o iPad, desbancam os netbooks

Em 2010 foram vendidos 33,4 milhões de netbooks ante uma previsão inicial de mais de 40 milhões de unidades

Jefferson Graham, Usa Today, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2010 | 00h00

A crescente popularidade do computador tablet - popularizado pelo iPad, da Apple, e o Galaxy Tab, da Samsung - repercutiu nas vendas de netbooks.

Há apenas um ano, as previsões do mercado eram de que o netbook seria um sucesso de vendas em 2010. Mas os computadores notebook ultra-compactos e baratos popularizados por companhias como Acer e Asus tiveram pouco crescimento no ano.

Por sua vez, o PC tablet desenvolveu uma categoria que mal existia há um ano, com vendas de mais de 20 milhões de unidades, segundo a empresa de pesquisa de tecnologia Gartner.

Os consumidores preferiram o estilo, apps (programas miniaturizados), tela de comando por toque e design compacto dos tablets ao netbook tradicional. Somente 33,4 milhões de netbooks foram vendidos no ano que terminou ontem, um leve aumento sobre os 32,2 milhões de 2009, diz a Gartner.

"As previsões eram de que os netbooks ultrapassariam 40 milhões de unidades vendidas em 2010", diz Roger Kay, analista da empresa de pesquisa Endpoint Technologies. "Isso não ocorreu", constata.

"O netbook foi uma decepção para muitos consumidores", afirma Kay. "Ele foi percebido como um péssimo notebook."

Mercado encolhido. Os netbooks não desaparecerão, na previsão de George Shiffler, analista da Gartner. "Nós os vemos estagnando e mais ou menos mantendo a posição que ocupam hoje." Ele espera vendas entre 30 milhões e 40 milhões de unidades para este ano.

Roger Kay discorda da opinião, prevendo a morte dos netbooks nos próximos anos. "O mercado vai encolher ainda mais", diz. "Ele simplesmente não vai repetir a experiência do notebook."

Geralmente disponíveis por US$ 250 a US$ 400, os netbooks oferecem um teclado completo, Windows e um processador mais lento que computadores maiores. "Eles são lentos demais para muitas pessoas", diz Kay.

O iPad, a US$ 499 o modelo básico, custa quase o dobro do preço, mas, em compensação, é ágil e fácil de operar.

Os netbooks também foram prejudicados pela queda dos preços dos laptops. Os preços de alguns notebooks básicos caíram de US$ 500 para US$ 400 em 2010. "As pessoas começaram a olhar para o que poderiam conseguir por US$ 100 extras, e optaram pelo notebook", afirma Shiffler.

Como em anos passados, foram vendidos mais notebooks que computadores de mesa (desktops) - 205,1 milhões ante 147,3 milhões, acima dos 170 milhões e 138,4 milhões registrados em 2009. "Não vimos o fim do crescimento para o notebook", constata Kay. "É a categoria com o maior crescimento de longo prazo."

No geral, 2010 foi um ano forte para a indústria de computadores pessoais, que teve um crescimento das vendas apesar da recessão. A Gartner prevê vendas de 409 milhões de PCs e 65 milhões de computadores tablets em 2011.

A popularidade do iPad estimulou muitas empresas no setor de PCs a seguir o mesmo caminho em 2011 com suas próprias versões de um computador tablet, imitando a tela de comando por toque e a ausência de teclado físico. Dezenas de novos aparelhos - de companhias como Motorola, LG e Toshiba - serão apresentados no Consumer Electronics Show em Las Vegas nos próximos dias. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

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