'Talvez eu tenha me expressado mal', diz prefeito regional que criticou 'greve em dia de trabalho'

'Talvez eu tenha me expressado mal', diz prefeito regional que criticou 'greve em dia de trabalho'

Paulo Mathias, de Pinheiros, afirmou que estava se referindo a manifestações; tucano postou vídeo no Facebook elogiando funcionários que dormiram no trabalho para não perder a hora e comeu pizza com eles

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 12h21

O prefeito regional de Pinheiros, Paulo Mathias, afirmou hoje que "talvez tenha se expressado" mal durante uma fala em que crítica a greve geral que ocorre nesta sexta-feira, 28, em todo o País, contra as reformas propostas pelo governo de Michel Temer. Em vídeo postado ontem em seu perfil do Facebook, Mathias informa que é a favor do "direito a greve, mas não em dia de trabalho". Hoje, explicou que estava se referindo a manifestações. Nas redes sociais, porém, a fala virou piada, já que greve em dia de folga não é greve.

Mathias também ressaltou que não obrigou nenhum funcionário da Prefeitura Regional de Pinheiros a dormir no emprego. Segundo ele, seis servidores que atuam na regional procuraram suas chefias diretas para informar sobre a decisão de passar a noite no trabalho para não perder a hora, já que o sistema de transporte público não funcionaria pela manhã. "Não tem nada de escravidão, como estão dizendo os petistas. A iniciativa partiu deles e me emocionou muito, pois acho que foi um gesto de cidadania", disse.

De acordo com o prefeito regional, os funcionários trabalham na Prefeitura há mais de 20 anos. Para acomodá-los , o tucano providenciou colchões, travesseiros, cobertores e alimentação. "Comemos uma pizza juntos ontem", contou. Pela manhã, o grupo trabalhou normalmente. "Mas estou pensando em dispensá-los mais cedo, para evitar problemas na volta pra casa. Se precisar, vou arrumar transporte para eles, do meu bolso", disse.

Cerca de 80% a 85% dos servidores da regional estão trabalhando nesta sexta-feira, afirmou Mathias. "Demos até uma tolerância em relação ao horário de entrada. Mas quem não apareceu para trabalhar e não deu nenhuma justificativa pra isso terá o dia descontado, como determinou o prefeito João Doria."

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