TAM: custos totais cresceram 16% no 3º trimestre

Os custos com serviços prestados e despesas operacionais da companhia aérea TAM aumentaram 16,1% no terceiro trimestre de 2007 frente a igual intervalo do ano passado, atingindo R$ 2,004 bilhões. Segundo a empresa, o aumento deve-se, principalmente, ao aumento de pessoal, tarifas de pouso e decolagem e de auxílio à navegação, despesas com manutenção e revisão e arrendamento de aeronaves e equipamentos.A empresa detalha que o custo total por Ask (assento-quilômetro oferecido) diminuiu 10,2% no trimestre, para 16,54 centavos de real, devido principalmente à redução nos custos com serviços prestados por terceiros, seguro de aeronaves, despesas de comercialização e marketing, além da apreciação do real de 15,4%. A redução do custo do combustível em função da maior participação do abastecimento de combustível no mercado internacional também contribuiu. O Cask (custo operacional por assento-quilômetro oferecido) excluindo os custos com combustível caiu 7,3%. Já os custos com combustíveis aumentaram 9,1%, atingindo R$ 656,2 milhões no período de julho a setembro de 2007 devido ao aumento de 26,6% no volume consumido de combustível. As despesas de comercialização e marketing aumentaram 7,5%, atingindo R$ 259,9 milhões no terceiro trimestre. A elevação deve-se ao aumento das vendas no mercado internacional, tanto passageiros quanto cargas, que apresentam custos comerciais mais elevados. A empresa destaca que a alta foi parcialmente compensada pela redução de comissões pagas aos representantes das bases, que foram incorporados no final do primeiro trimestre deste ano. As despesas de comercialização e marketing por Ask reduziram 17,1%.Os custos com arrendamento de aeronaves e equipamentos subiram 17,2% trimestre, atingindo R$ 226,5 milhões, basicamente em decorrência do aumento da frota. Os gastos com pessoal aumentaram 57,2%, atingindo R$ 325,7 milhões, principalmente devido ao aumento de 69,7%, no quadro de funcionários efetivos de 11.337 para 19.240, relacionado a incorporação das bases no final de março, além do alinhamento salarial da tripulação técnica (pilotos e co-pilotos) às práticas de mercado. Os custos com manutenções e revisões (exceto pessoal) tiveram alta de 25,3%, atingindo R$ 131,3 milhões, basicamente devido ao aumento de horas voadas totais em 13,7% e pelo aumento da frota. Segundo a empresa a alta foi compensado pela mudança no mix de aeronaves (com a redução do Fokker 100, o avião mais antigo da frota) e pela apreciação do real frente ao dólar.

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