TAM: demanda do setor no País crescerá 9% ao ano

O presidente da companhia aérea TAM, David Barioni Neto, informou hoje que a estimativa da empresa é de que a demanda do setor alcance um crescimento de 9% ao ano nos próximos 20 anos. A projeção considera um crescimento de 3,5% ao ano do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Considerando esse cenário, o executivo estima que a empresa transportará, em 2027, 250 milhões de passageiros. No ano passado, o volume de pessoas que viajaram pela empresa ficou próximo de 48 milhões.Segundo o executivo, a empresa tem como meta alcançar um crescimento de mais de 50% na receita bruta no prazo de cinco anos. Para o lucro operacional, a meta é triplicar os ganhos, no mesmo período. Barioni, que ministrou palestra hoje durante almoço na Câmara Britânica de Comercio e Indústria, afirmou que as projeções estão baseadas na expectativa de um forte crescimento do mercado de aviação civil no Brasil.Apesar do otimismo em relação a expansão da demanda o executivo se mostrou preocupado com gargalos na área der infra-estrutura. Segundo Barioni, é necessário que o governo dê andamento ao projeto de construção de um terceiro aeroporto em São Paulo. "Isso precisa acontecer antes de 2014 quando haverá a Copa do Mundo no País". CombustívelO presidente da TAM afirmou também que dificilmente a empresa conseguirá aplicar um repasse de preço nas tarifas de vôos domésticos para compensar a forte alta do combustível. "Não vemos possibilidade de aumentar os preços no mercado doméstico, porque a competição está muito forte", afirmou.Segundo o executivo, 35% dos custos da companhia estão ligados ao combustível. "Todo dia quando vejo o preço do petróleo eu me assusto." Conforme Barioni, a empresa tem buscado outras maneiras de compensar o aumento da matéria-prima. O presidente da TAM lembrou ainda que a desvalorização do dólar ante o real também beneficia a empresa apesar da receita em moeda estrangeira estar aumentando. Barioni explicou que atualmente 40% da receita está em dólar e que o índice subirá para 50% a partir de julho, quando a empresa inicia novas rotas internacionais.

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