TAM deve cortar vôos internacionais

Pressionada pelos altos custos e pela queda na demanda nas viagens internacionais, a TAM decidiu cortar algumas de suas linhas para o exterior, pelo menos enquanto durar a crise. A empresa deve desistir de utilizar a concessão de vôo para Madri (Espanha), obtida na vaga da Vasp. E também analisa suspender vôos para Frankfurt (Alemanha) e Zurique (Suíça), além da freqüência para Montevidéu (Uruguai). A companhia ficará com as rotas da Argentina e EUA, mas também nestas poderá haver mudanças. Oficialmente, a TAM ainda não confirma quais rotas estão em vias de extinção e informa que haverá uma decisão até o fim da semana. O presidente da empresa, Daniel Mandelli Martin, informou aos funcionários nesta semana que as linhas internacionais serão reativadas assim que houver demanda do mercado e assegurou que evitará demissões. Nos últimos dois anos, a TAM vinha investindo no setor internacional, assumindo concessões de rotas deixadas vagas pela Vasp.Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a demanda no transporte aéreo internacional encolheu 6% em 2001, em relação ao ano anterior. A queda ocorreu principalmente pela crise gerada pelos atentados terroristas e pela alta do dólar. A diminuição do movimento gerou impacto negativo na receita das empresas, já que os custos das operações internacionais são altos. No transporte aéreo internacional, a Varig manteve em dezembro a liderança do mercado, com 82,26% de market share. A fatia da TAM foi de 17,68% no mês passado, quase o dobro do mercado que tinha um ano antes. Em dezembro de 2000, ela detinha 9,13% de market share.

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