TAM e Gol ficam nos últimos lugares em ranking de segurança

Lista publicada pela revista ''Aero International'' leva em conta acidentes e mortes nos últimos 30 anos

Alexandre Mello, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2011 | 00h00

As companhias aéreas brasileiras TAM e Gol permanecem nas últimas posições no ranking anual divulgado pela instituição alemã Jet Airliner Crash Data Evaluation Center (Jacdec) e publicado este mês pela revista Aero International.

A lista traz a classificação das 60 maiores empresas de aviação civil do mundo. Assim como no ano passado, a TAM ocupa a última posição. A Gol, por sua vez, ultrapassou a China Airlines, chegando ao 58.º lugar.

Nas primeiras sete posições estão empresas que não registraram nenhum acidente grave nos últimos 30 anos. São elas: Qantas, Finnair, Air New Zealand, TAP Portugal, Cathay Pacific, All Nippon e Air Berlin.

O ranking cria um índice baseado no número de acidentes (considerando mortes e perda de aeronaves) e na quantidade de passageiros transportados por quilômetro rodado durante os últimos 30 anos.

Tal critério, por exemplo, não considerou o incidente registrado em 2010 com o Airbus A380 da australiana Qantas, porque o avião não sofreu perda total. Na ocasião, o avião teve de fazer um pouso forçado em Cingapura depois da explosão, em pleno voo, de uma de suas turbinas.

A TAM, por sua vez, tem seis acidentes registrados desde que foi criada, em 1980, contabilizando 336 mortes. Já a Gol, fundada em 2001, teve só um acidente, em 2006, com 154 mortes.

Em 2010, morreram 829 pessoas em acidentes aéreos, contra 766 no ano anterior. No entanto, nenhum desses casos envolveu alguma das 60 maiores companhias aéreas do mundo, o que gera poucas alterações no ranking.

Em nota, a TAM afirmou que "segue os mais elevados padrões de segurança do mundo, atendendo rigorosamente os regulamentos das autoridades brasileiras e internacionais", citando a americana FAA (Federal Aviation Administration) e a europeia EASA (European Aviation Safety Agency).

Já a Gol acrescenta que o ranking não levado em consideração as causas dos acidentes. Em nota, o grupo informa que "não foi o agente causador, conforme aponta relatório conclusivo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), no único acidente do tipo envolvendo avião da companhia, em 29 de setembro de 2006".

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