TAM e TAP fecham parceria para compartilhamento de vôos

A TAM e a companhia portuguesa TAP firmaram nesta sexta-feira, 27, memorando de entendimentos para uma aliança envolvendo várias áreas, com o objetivo de aproveitar as sinergias entre as duas empresas. A partir de julho, as companhias implementarão o compartilhamento de vôos (code share), além da interligação dos programas "Fidelidade TAM" e "Victoria", da TAP. O acordo deverá elevar as relações comerciais entre as duas companhias em 30%, de US$ 6 milhões para cerca de US$ 8 milhões ao ano. "Em uma estimativa conservadora, esperamos um incremento de 10 mil passageiros por ano para as duas companhias por conta do acordo", disse o vice-presidente da TAM, Paulo Castello Branco. Para a TAP, a principal vantagem da aliança com a TAM será a possibilidade de utilizar a ampla malha aérea da companhia no Brasil e na América do Sul. Desde a saída da Varig do mercado, que integrava a Star Alliance assim como a TAP, a empresa estava sem uma parceira para distribuição de seus passageiros no Brasil. "Era muito claro que a TAP precisava de uma distribuição no Brasil à altura da Varig", comentou o presidente da empresa portuguesa, Fernando Pinto. Já a TAM poderá ampliar seu alcance na Europa por meio da rede de vôos da TAP, que tem seu principal ponto de conexão (hub) em Lisboa. "Nós temos o melhor hub na Europa do ponto de vista geográfico", disse Pinto. A idéia é estender o acordo para vôos da empresa para outros destinos além de Portugal. No entanto, os executivos evitaram falar em prazos para essa expansão. A partir de julho, a TAP operará 60 vôos entre o Brasil e Portugal, partindo de São Paulo, Rio, Salvador, Natal, Recife, Fortaleza e também Brasília. O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, lembrou que o code share facilitará a compra de passagens e as viagens dos clientes da TAP pelo Brasil e América do Sul, e dos clientes da TAM com destino a Portugal. "Os vôos da TAM terão um código TAP, e vice-versa. Além disso, os serviços de reservas e de transportes de bagagens serão integrados. Um passageiro poderá ir de Lisboa a Belo Horizonte usando um único bilhete, apenas trocando de avião em São Paulo." O namoro entre as duas companhias começou no início de 2006, com a suspensão das operações da Varig. "Sempre tive um ótimo relacionamento com a TAM, desde a época em que eu estava na Varig e o comandante Rolim era meu competidor", disse Pinto. "Essa aliança casou com o fato de a TAM buscar ampliar sua presença internacional", acrescentou Bologna. (Téo Takar) Grande aliança O presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, disse que a companhia está avaliando a possibilidade de integrar uma grande aliança aérea. "Tudo depende da relação custo/benefício. Uma aliança implica em compartilhamento de programas de milhagem, de integração de vôos, entre outras medidas." "Por enquanto, vamos priorizar os acordos bilaterais nas rotas nas quais estamos atuando", disse Bologna, lembrando que a TAM possui acordos com American Airlines (EUA), Air France (França) e Taca (Peru). "Estamos em busca de acordos bilaterais nos vôos para Londres e Milão", revelou. "O grande ativo da TAM para fechar esses acordos é sua ampla malha no Brasil e na América do Sul." Matéria ampliada às 18h16

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