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TAM investirá US$ 4,2 bi até 2020

Crescimento maior do que o esperado nas linhas internacionais faz empresa aumentar seu plano de frota

Beth Moreira, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2008 | 00h00

O presidente da TAM, David Barioni Neto, anunciou ontem que a companhia aérea pretende investir US$ 4,2 bilhões até 2020. Desse total, 90% será destinado ao aumento e à substituição de aviões em sua frota. O executivo lembra que a empresa possui uma encomenda firme de 22 aviões da Airbus, além de 10 opções de compra. A empresa possui ainda um pedido de quatro Boeings 777 - para vôos de longo curso, com previsão de entrega a partir de 2012 -, e acaba de firmar contratos de leasing para mais dois Boeings 767-300, também para rotas internacionais de longo curso.Com os dois novos 767-300, o plano de frota da companhia para 2008 passa de 123 para 125 aviões. De acordo com a empresa, o objetivo é ter capacidade para expandir seus vôos internacionais, já que o crescimento no exterior superou suas estimativas.A TAM possui hoje 70,89% do mercado internacional entre as companhias brasileiras e, a partir setembro, com o fim do último vôo da Varig para Paris, reinará sozinha nas rotas de longo curso. Com a demanda em alta, sobretudo por causa do real forte, a empresa está expandindo sua malha e pretende lançar três novos vôos ainda este ano. Em setembro, será inaugurado o vôo Belo Horizonte-Miami, com escala no Rio. A empresa aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para começar a vender bilhetes para os vôos diários Rio-Nova York e São Paulo-Orlando. O "vôo da Disney" foi um dos grandes sucessos da Transbrasil e foi interrompido com o fim da operações da companhia, em 2001. A TAM também está expandindo a malha na América Latina, onde o grupo Gol/Varig é forte. Além do vôo Brasília-Buenos Aires, já em operação, a TAM pretende lançar ainda este ano um vôo diário entre São Paulo e Lima (Peru). A empresa trabalha com uma previsão de crescimento de 9% a 10% ao ano para o mercado internacional nos próximos cinco anos. "E a TAM deverá crescer acima disso", afirma o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da TAM, Líbano Miranda Barroso. Para o mercado doméstico, a previsão é de um crescimento de 9% nos próximos 20 anos.Segundo Barroso, a demanda doméstica apresenta crescimento acumulado de 20% no mês de agosto até ontem, o que eleva a expansão no acumulado do ano para 11%. De janeiro a julho, o tráfego havia aumentado 10%. Dado o desempenho até o momento, o executivo estima que a demanda doméstica deve fechar o ano com expansão de 12%, o que representaria o teto da previsão inicial da TAM para 2008, que ia de 8% a 12%.TARIFASNo acumulado do ano até agosto, a empresa já reajustou em aproximadamente 10% as passagens nacionais e em 5% as internacionais, em dólar. "A pressão de custos nos leva para essa direção, mas temos de avaliar como está a concorrência e também a demanda", explica. Barroso lembra que os preços praticados atualmente ainda estão abaixo das tarifas de 2006, em termos nominais. Ele enxerga espaço para elevar tarifas tanto no mercado doméstico quanto no internacional.Segundo o executivo, o preço do petróleo continua sendo a maior dúvida para a empresa daqui para a frente. Barroso explica que a TAM está preparada para enfrentar uma cotação de até US$ 120 por barril, mas que, com o preço acima disso, a estrutura de custos da empresa fica comprometida. "Iniciamos o ano com uma projeção de preço para o petróleo de US$ 85. Por isso, não sabemos até onde isso pode chegar", disse o executivo.

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