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TAM já vale R$ 2,1 bilhões a menos

No dia 17 de julho, o valor de mercado da companhia era de R$ 9,9 bilhões. Hoje fechou em R$ 7,8 bilhões

Patrícia Cançado, do Estadão,

25 de julho de 2007 | 20h28

A TAM já valia nesta quarta-feira, 25, R$ 2,1 bilhões a menos que no dia do acidente que matou quase 200 pessoas e agravou ainda mais a crise do setor aéreo. No dia 17 de julho, o valor de mercado da companhia era de R$ 9,9 bilhões. Hoje fechou em R$ 7,8 bilhões. A Gol, que vale agora R$ 9,4 bilhões, perdeu R$ 1,4 bilhão em sete dias de negociação. TAM e Gol estão entre as companhias aéreas mais valorizadas do mundo.   As ações da TAM caíram 21,6%. Só no dia seguinte ao acidente, a queda já foi de 9,1% (ante 2,6% da Gol). Hoje, fecharam em R$ 52. Na Gol, o impacto foi menor que o da TAM no primeiro dia, mas foi aumentando à medida que a tragédia passou a afetar todo o setor. Até hoje, a desvalorização estava acumulada em 14,6%.   Segundo a consultoria Economática, apenas quatro ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caíram mais que a TAM nesse período. Mas todos os papéis são infinitamente menos negociados que os da companhia aérea, o que explica oscilações abruptas para baixo ou para cima.   Embora seja normal num primeiro momento, a forte e contínua reação do mercado financeiro já preocupa. "No primeiro dia (útil) depois do acidente da Gol, as ações da companhia abriram caindo, mas fecharam no zero a zero. Depois não caíram mais. O acidente foi longe de São Paulo, não teve fotos de gente carbonizada", acredita um analista.   Preocupação   A TAM, preocupada com a queda das ações, fez nesta quarta a segunda conferência com analistas de mercado desde o dia do acidente. O motivo: falar sobre as novas medidas apresentadas pelo governo na terça-feira. A principal delas é transformar Congonhas em aeroporto regional, só para vôos com duração máxima de duas horas. Mas, segundo os analistas, a companhia não soube explicar o que vai fazer para se adequar ao novo cenário. "Eles ainda não sabem como vão implementar as medidas. Dizem que faltam informações do governo para isso", diz um analista.   Incertezas   Para o analista de aviação da Standard & Poors, Reginaldo Takara, o mercado financeiro sempre reage de forma mais violenta a episódios como esse. A agência de classificação de risco está em fase de observação e por isso não alterou a nota da TAM após o acidente.   "É cedo para dizer qual será o impacto. Existe uma demanda latente da parte dos passageiros, mas o ponto agora é saber como as companhias vão se adequar às novas questões regulatórias, às limitações de Congonhas", diz Takara.   "Até o acidente, as empresas tinham margem de manobra para otimizar suas frotas e rotas para não perder rentabilidade. Agora é impossível dizer qualquer coisa."

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