TAM não prevê guerra tarifária depois da operação Varig

O presidente da TAM, Marco Antônio Bologna, não acredita que o investimento da Transportes Aéreos Portugueses (TAP) e da empresa de Macau Geo Capital na Varig vá provocar uma guerra tarifária no mercado brasileiro de aviação futuramente. Para ele, o que evita a guerra tarifária é que "as três empresas (TAM, Varig e Gol) têm que entregar resultado". Em apresentação para a Apimec no Rio, parte das perguntas feitas a Bologna pelos analistas e investidores presentes foi referente à Varig. "Acho que em todo setor é bom ter concorrência", afirmou Bologna sobre a possível recuperação da Varig. "O comandante Rolim (fundador e primeiro presidente da TAM) dizia que o concorrente é que nos faz acordar mais cedo", disse. Uma das questões feita por uma pessoa que não se identificou baseava-se na premissa de que a TAM cresceu porque ganhou mercado que a Varig perdeu e que um fortalecimento da Varig a partir dos recursos da TAP no mínimo dificultaria a continuidade de crescimento da participação de mercado da TAM. Bologna rebateu esses pontos."Não existe uma estratégia empresarial para crescer pelo defeito dos outros, mas sim pela nossa eficiência", disse Bologna. De acordo com ele, a TAM herdou dois terços do mercado antes ocupado pela Vasp; e a Gol ficou com o outro terço. No caso da Varig, porém, ela não teria reduzido seu número de vendas em termos absolutos, mas em termos proporcionais, e perdeu participação no mercado porque não cresceu. Já a TAM aproveitou o crescimento do mercado e ampliou sua participação sobre ele. "Em 2006, também acreditamos em crescimento do mercado", afirmou. Respondendo a outra pergunta, disse que a TAM não tem interesse em adquirir a Varig Engenharia e Manutenção (VEM) uma vez que a empresa já possui o seu Centro Tecnológico em São Carlos. Novos vôos A TAM está inaugurando hoje vôo para Nova York, saindo do Rio com escala em São Paulo. Inicialmente serão quatro vezes por semana, mas a empresa já tem autorização para que o vôo seja diário e pretende fazer isso, informou o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia aérea, Líbano Miranda Barroso. "Estamos consultando outros destinos. Há a possibilidade de fazer vôo para Londres", disse o presidente da empresa, Marco Antônio Bologna, explicando porém que isso depende de autorização dos governos britânico e brasileiro. Ele afirmou o interesse da empresa em fazer um vôo São Paulo-Caracas, para onde os aviões da TAM já podem ir a partir de Manaus, mas há também nesse caso a necessidade de entendimento entre os governos envolvidos, do Brasil e da Venezuela.

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