TAM poderá reduzir rotas internacionais

Depois de uma expressiva expansão nos mercados doméstico e internacional no ano passado, a TAM decidiu dar um passo atrás, num processo de reestruturação das operações, com cortes de linhas deficitárias para o exterior e possível redução de quadros. Pelo menos seis diretores foram demitidos nesta semana, entre outros funcionários, e a empresa, que já havia desistido de utilizar a concessão de vôo para Madri, também deverá suspender as rotas de Frankfurt e Zurique, e o recém-lançado vôo para Montevidéu.Outras rotas mais movimentadas, como Buenos Aires e Miami, terão as freqüências reduzidas. No caso de Miami, será suspenso um vôo diário que parte de Brasília, restando duas freqüências diárias a partir de São Paulo. As únicas rotas para o exterior que devem permanecer inalteradas são as para o Chile, Paraguai e Paris.O presidente da TAM, Daniel Mandelli Martin, informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que a decisão final sobre o futuro das rotas só será divulgada na próxima semana, e que as linhas serão reativadas assim que houver reaquecimento do mercado. O vice-presidente de Vendas da TAM, Wagner Ferreira, já havia informado a intenção de frear a expansão internacional da empresa, com reavaliação de algumas rotas que davam prejuízo. "Tudo indica que 2002 continuará sendo um ano difícil para as companhias aéreas na área internacional", afirmou. "Com a Argentina em plena crise, não podemos nos dar o luxo de manter cinco vôos diários."Queda nos vôos internacionaisDe 2000 para o ano passado, a participação da empresa no mercado internacional subiu de 7,93% para 13,88%. Mas a trajetória de alta do dólar ao longo do ano e a brusca queda na demanda após os atentados de 11 de setembro levaram a TAM a mudar os planos.No ano passado, de acordo com dados do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), o transporte internacional de passageiros encolheu 6%, com reflexos claros nos balanços da TAM e da Varig, que deteve 82% desse mercado e também enxugou as linhas para o exterior. Até o terceiro semestre de 2001, a Varig acumulava prejuízo superior a R$ 600 milhões, enquanto a TAM registrava perdas de quase R$ 12 milhões. Martin informou ainda que independentemente da decisão da empresa, a frota deverá continuar a crescer, com remanejamento dos aviões de grande porte, os Airbus 330, para outras rotas, evitando demissões no quadro de pessoal.

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