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TAM vale R$ 2 bi a menos do que no dia do acidente

Valor de mercado da companhia caiu de R$ 9,9 bi no dia 17 para R$ 7,8 bi ontem; Gol perdeu R$ 1,4 bi

Patrícia Cançado, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2026 | 00h00

A TAM já valia ontem R$ 2,1 bilhões a menos que no dia do acidente que matou quase 200 pessoas e agravou a crise do setor aéreo. Em 17 de julho, o valor de mercado da companhia era de R$ 9,9 bilhões. Ontem, fechou em R$ 7,8 bilhões. A Gol, que vale agora R$ 9,4 bilhões, perdeu R$ 1,4 bilhão em sete dias. TAM e Gol estão entre as companhias aéreas mais valorizadas do mundo.As ações da TAM caíram 21,6% entre o dia 17 e ontem. No dia seguinte ao acidente, a queda foi de 9,1% (ante 2,6% da Gol). Ontem, fecharam em R$ 52. Na Gol, o impacto foi menor que o da TAM no primeiro dia, mas foi aumentando à medida que a tragédia passou a afetar todo o setor. Até ontem, a desvalorização acumulada era de 14,6%.Segundo a Economática, apenas quatro ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caíram mais que a TAM no período. Mas todos os papéis são infinitamente menos negociados que os da companhia aérea. Por isso, os preços dessas ações tendem a ter mais oscilações abruptas.Embora seja normal num primeiro momento, a forte e contínua reação do mercado financeiro já preocupa. ''''No primeiro dia (útil) depois do acidente da Gol, as ações da companhia abriram caindo, mas fecharam no zero a zero. Depois não caíram mais. O acidente foi longe de São Paulo, não teve fotos de gente carbonizada'''', diz um analista.A TAM fez ontem a segunda conferência com analistas de mercado desde o dia do acidente. O motivo: falar sobre as medidas apresentadas pelo governo terça-feira. A principal é transformar Congonhas em aeroporto regional, só para vôos com duração de até duas horas. Mas, segundo os analistas, a companhia não soube explicar o que vai fazer para se adequar ao novo cenário. ''''Eles ainda não sabem como vão implementar as medidas. Falam que faltam informações'''', dizemPara o analista de aviação da Standard & Poor''''s, Reginaldo Takara, o mercado sempre reage de forma mais violenta a episódios como esse. A agência de classificação de risco está em fase de observação e, por isso, não alterou a nota da TAM após o acidente. ''''É cedo para dizer qual o impacto. Existe uma demanda latente dos passageiros, mas o ponto agora é saber como as companhias vão se adequar às novas questões regulatórias. Até o acidente, as empresas tinham margem de manobra para otimizar suas frotas e rotas para não perder rentabilidade. Agora é impossível dizer qualquer coisa.''''

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