TAM Viagens quer triplicar tamanho em dois anos

Operadora de turismo da companhia aérea TAM, que tem hoje 72 lojas no País, pretende chegar a 200 com a implantação do modelo de franquias

Paula Pacheco, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

O potencial de consumo de produtos turísticos pelos emergentes da economia brasileira provocou mudanças na TAM Viagens. A empresa lança nos próximos dias um sistema de franquias para deslanchar o crescimento da operadora de turismo.

As atuais 72 lojas, administradas por representantes comerciais independentes, serão convertidas para o novo modelo de negócio. O plano de Paulo Castello Branco, vice-presidente comercial da empresa, é chegar a 200 unidades em dois anos.

Se a previsão se confirmar, pelo menos uma loja da TAM Viagens será inaugurada por semana, em média, nos próximos 24 meses.

Apesar de ainda não ter começado a divulgar a novidade, o executivo já tem uma lista de interessados com 136 nomes. O investimento inicial para o franqueado vai de R$ 180 mil a R$ 200 mil. A estimativa de Castello Branco é que a receita de quem já está no negócio aumente de 20% a 25% com a migração. A seleção dos franqueados começará a ser feita daqui a duas semanas.

Castello Branco acredita que a principal vantagem em relação a CVC, líder entre as operadoras, é o fato de a empresa poder usufruir da sinergia com uma companhia área, a TAM, no desenvolvimento de novos produtos. "A operadora, por sua vez, é um excepcional canal de vendas para a TAM que até agora vinha sendo sub-aproveitado", afirma.

Uma das principais mudanças na TAM Viagens será a ampliação dos tipos de produtos. Ao contrário da CVC, com fama de popular, a empresa é conhecida por trabalhar com pacotes turísticos para quem tem melhor poder aquisitivo.

Agora, com a chegada das classes C e D a esse mercado, Castello Branco não quer perder negócio e avisa que vai desenvolver produtos econômicos. "O consumo de produtos ligados ao lazer não tem limite. Daí a necessidade de ampliar o leque de ofertas e atingir não apenas quem tem melhor poder aquisitivo. Temos condições de aproveitar horários de voo em que a demanda é menor e oferecer preços mais baratos", explica.

Paraisópolis. O executivo ainda estuda quais serão os lugares com potencial para abertura de loja. Pode ser em shoppings, lojas de rua, áreas comerciais em hipermercados e postos de combustíveis e até em favelas. "Por que não abrir uma franquia em Paraisópolis, por exemplo?", comenta.

Castello Branco é conhecedor da área de franquias. Ele foi vice-presidente dos Correios e da VarigLog. "O modelo de franquias tem regras muito definidas", diz. Os 72 representantes que hoje operam a TAM Viagens já começaram a passar pelo processo de migração para o novo modelo com a participação em eventos, seminários e encontros com a direção da empresa.

Além dos planos para quase triplicar em dois anos o atual tamanho da TAM Viagens, Castello Branco quer, dentro de um ano, levar a operadora para os Estados Unidos e para a Europa com a bandeira TAM Vacations. "Ainda não sei se será por meio de franquias ou um outro modelo de negócios, mas já estamos estudando a internacionalização."

Turismo

5 mil

agências de turismo são atendidas atualmente pela TAM Viagens

600

opções de pacotes de viagem estão disponíveis no portfólio da operadora

546 mil

passageiros voaram com pacotes da TAM Viagens no ano passado, um crescimento de 29% em

relação ao ano anterior

1

loja de rua tem atualmente a operadora, na Rua Augusta, na capital paulista. A loja foi

inaugurada em dezembro

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