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Tamanho do socorro às distribuidoras assustou conselheiros

CENÁRIO: Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues

O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2014 | 02h08

A renúncia de três conselheiros da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) pegou o governo de surpresa, mas autoridades do setor elétrico e membros da equipe econômica consideram que o movimento não prejudica o pacote de ajuda às distribuidoras. Na avaliação de fontes da área, os executivos acabaram se assustando com o tamanho do empréstimo - de R$ 11,2 bilhões - para socorrer as companhia de distribuição.

Segundo as fontes, os conselheiros faziam parte de uma empresa que antes não tomava crédito e agora passou a fazê-lo. Elas destacaram que os três conselheiros participaram de toda a negociação da operação e votaram a favor do empréstimo. "O empréstimo de R$ 11,2 bilhões exige responsabilidade e eles se assustaram com isso", disse uma fonte do governo.

Ela ressaltou que a operação foi muito bem estruturada e "totalmente sem risco". A fonte lembrou ainda que muitas distribuidoras não poderiam tomam o empréstimo diretamente sem autorização dos credores devido ao endividamento. "Com isso, a taxa de juros seria muito mais alta do que a acertada pela CCEE de CDI mais 1,9%."

Em entrevista ao 'Estado', o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, também admitiu que a renúncia dos conselheiros "foi uma surpresa", mas lembrou que a operação de crédito foi viabilizada pela assembleia extraordinária da CCEE, inclusive com a participação dos três conselheiros que deixaram seus cargos. "A operação não traz nenhum risco para a CCEE ou para os conselheiros. A operação está bem garantida e robusta."

Segundo ele, a saída dos três conselheiros não impede a assinatura do contrato de financiamento, que a própria CCEE comunicou estar mantida para amanhã. "Os atos formais que precisavam ser tomados já foram feitos pela assembleia da CCEE", concluiu.

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