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Também no comércio surgem sinais de confiança

Neste mês, as expectativas são mais favoráveis, o investimento em pessoal tende a ser retomado e até a situação atual é menos ruim, embora o comportamento das vendas ainda seja fraco

O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2016 | 03h09

Depois da melhora das expectativas e até da produção na área industrial, agora é um dos principais braços do setor terciário que dá sinais positivos e parece se aprumar para sair da crise, como se vê no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Neste mês, as expectativas são mais favoráveis, o investimento em pessoal tende a ser retomado e até a situação atual é menos ruim, embora o comportamento das vendas ainda seja fraco.

Em setembro, o Icec registrou 93,5 pontos, com crescimento de 1,5% em relação a agosto e 14,8% em relação a setembro de 2015. Em números absolutos, é a melhor marca desde março do ano passado e superior em 14,3 pontos a maio, quando se registrou o pior momento desde março de 2011. Embora as condições atuais puxem o Icec para baixo, é aí que a saída do sufoco começa a ser antevista.

O indicador das condições atuais (Icaec) registrou 53,2 pontos, ainda muito abaixo dos 100 pontos que separam os campos negativo e positivo, mas avançou 6,3% em relação a agosto e 25,4% comparativamente a setembro do ano passado, feitos os ajustes sazonais. Em relação à pior marca na história do Icaec (37,7 pontos, em dezembro de 2015), o crescimento foi de 15,4 pontos (41%). O que mais conta é a percepção empresarial de que a economia está melhorando.

O índice de condições de investimento (Iiec) também está no campo negativo, com 83,4 pontos, mas cresceu 0,5% em relação a agosto e 3,9% em relação a setembro de 2015 puxado pela intenção de contratar funcionários, que chegou a 99 pontos. Uma melhora consistente dependerá das vendas natalinas e da redução de estoques, ainda altos.

Mais significativa é a melhora das expectativas medidas pelo índice Ieec, principalmente por conta do ajuste das empresas. Estas também esperam que o setor de comércio tenda à retomada em decorrência da recuperação da economia.

O ambiente mais favorável à atividade comercial também pode ser constatado em pesquisas como a da consultoria Serasa que apontou, em agosto, o menor porcentual de devolução de cheques sem fundos dos últimos 12 meses. Outro levantamento mostrou o aumento da pontualidade das micro e pequenas empresas.

Parece predominar o esforço de ajuste de famílias e empresas, decisivo para a recuperação tão logo a situação macroeconômica favoreça emprego, renda e queda do juro.

 

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