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TAP, Gol e Oceanair já acessaram informações da Varig

A estatal portuguesa de aviação TAP, a Gol e a Oceanair são os investidores que até o momento pagaram R$ 60 mil para acessar as informações financeiras (data-oom) da Varig, que permanecerá aberto até domingo, com o objetivo de participar do leilão judicial da companhia, marcado para a próxima segunda-feira. A Webjet e a BRA, que já demonstraram interesse em concorrer no leilão, foram procuradas, mas não retornaram até às 17h30.O Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) que reúne cinco associações de funcionários, tem interesse de acessar o data-oom, mas ainda estão avaliando como isso será feito, por causa do custo de R$ 60 mil. "Era melhor mais tempo. Estamos analisando como vamos fazer", afirma o presidente da Associação dos Pilotos da Varig (Apvar), Rodrigo Marocco.Na segunda-feira, o coordenador do TGV, Márcio Marsillac, havia informado que teria uma reunião com o juiz Luiz Roberto Ayoub, que cuida da recuperação judicial da Varig, para pedir o adiamento do leilão por julgar que não era "razoável" o data room ser aberto na quarta-feira e o leilão ser realizado cinco dias depois.PessimismoProfissionais do setor aéreo estão pessimistas em relação ao sucesso do leilão da Varig. De acordo com eles, a necessidade de capitalização imediata de R$ 75 milhões jogou um balde de água fria nos investidores. De acordo com analistas, com esse capital, seria possível começar a formar uma empresa aérea sem os problemas da Varig. Além disso, slots (horários estipulados para os vôos) da empresa no Aeroporto de Congonhas ficaram de fora do leilão, fato que desestimulou os investidores.Na avaliação de fontes, empresas como a TAM, Gol e OceanAir pegaram o edital e podem até ingressar no data-room, mas será em grande parte para obter informações confidenciais sobre a Varig e não necessariamente para tomar parte no evento. Os principais credores da Varig estão impacientes e a maior parte das empresas de leasing quer os aviões de volta.Observadores chamam a atenção, porém, para as notícias a respeito dos credores do governo, como Infraero e BR Distribuidora, cujos representantes têm demonstrado descontentamento em relação à falta de um preço mínimo para a companhia. Há o temor de que os credores impeçam a realização do leilão por via judicial e que a Varig fique em situação pior, já que ela não tem caixa para continuar a operar por muito tempo.Numa atitude já esperada pelo mercado, a Justiça de Nova York prorrogou a blindagem jurídica da Varig contra o arresto de aviões, dando um pouco mais de fôlego para a empresa. Ela está estruturada para operar com 100 aviões e atualmente trabalha com 47.

Agencia Estado,

31 de maio de 2006 | 17h47

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