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Tarifa contra etanol brasileiro é aprovada

No pacote fiscal aprovado pelo Senado americano ontem, está incluída por mais um ano a tarifa sobre as importações de etanol e também os créditos tributários do setor nos níveis atuais, apesar de críticas no país sobre a validade das medidas.

, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2010 | 00h00

A medida interessa especialmente ao Brasil, exportador de etanol. Os usineiros brasileiros ameaçam contestar os subsídios americanos na Organização Mundial de Comércio (OMC). "Apesar de estarmos desapontados com o resultado no Senado, sabemos que a tarifa e os subsídios ao etanol do milho tem seus dias contados, seja porque vai expirar no fim de 2011 ou pelo eventual julgamento na OMC", disse Joel Velasco, representa da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) em Washington.

A extensão é parte de um projeto de lei maior que propõe a manutenção de menores taxas de tributos implementadas durante a administração do ex-presidente George W. Bush. O projeto deve ser votado pela Câmara nos próximos dias.

O crédito de US$ 0,45 por galão é pago aos distribuidores do etanol nos EUA. A taxa para importação está em US$ 0,54 por galão. A senadora Dianne Feinstein teve recusada uma emenda de última hora para estabelecer a tarifa e o crédito em US$ 0,36.

"Este voto mostra que o Senado está comprometido com políticas tributárias que estimulem investimentos em indústrias verdes, como a de etanol, para reduzir a dependência do petróleo importado, criando empregos nos Estados Unidos", disse Tom Buis, presidente da coalizão de produtores de etanol Growth Energy.

Segundo o diretor de Política de Energia Renovável dos Estados Unidos, Nathanael Greene, o Senado propôs apenas estender o crédito para os produtores de etanol de milho por apenas um ano ao invés dos cinco anos que a indústria queria. "Mas se a redução dos subsídios fosse de 20% conforme a emenda apresentada e não incluída na lei votada, a economia gerada seria de US$ 1,25 bilhão. E se ela fosse eliminada, os ganhos atingiriam US$ 6 bilhões", disse.

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