Tarifa da Copel sobe, puxada por acionamento das térmicas

Aneel autoriza reajuste de 2% para os consumidores residenciais da Companhia Paranaense de Energia

Leonardo Goy, da Agência Estado,

23 de junho de 2008 | 12h46

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta segunda-feira, 23, um reajuste médio de 0,04% nas tarifas de energia cobradas pela Companhia Paranaense de Energia (Copel). Para os consumidores residenciais, o aumento será de 2%. Já no caso das indústrias abastecidas pela Copel, haverá redução da tarifa de 2,87% a 5,83%.  O aumento nas tarifas teve contribuição do acionamento de usinas termoelétricas, desde o fim do ano passado, para economizar água nos reservatórios das hidrelétricas. A energia das térmicas custa mais caro do que das hidrelétricas. Assim, se por um lado ligar as térmicas é uma medida para dar segurança ao sistema, por outro, gera impacto nas tarifas.  Segundo técnicos da Aneel, o uso das termoelétricas gerou uma conta de R$ 61,39 milhões a ser paga com recursos do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que existe justamente para garantir a segurança do fornecimento de energia.  Entre os porcentuais, explicaram técnicos da Aneel, isso teve um impacto de 1,2 ponto porcentual no reajuste da Copel. Assim, se não fossem as termoelétricas, a correção das tarifas passaria de um aumento de 0,04%, na média, para uma queda de 1,2%. As novas tarifas entram em vigor nesta terça. A distribuidora paranaense fornece energia a 3,3 milhões de unidades de consumo no Paraná. Cocel A Aneel também aprovou uma redução de 10,91% a ser aplicada nas tarifas da Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), que abastece 32 mil consumidores no município de Campo Largo (PR).

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