Tarifa de ônibus pode acelerar inflação

Caso a tarifa de ônibus urbano seja reajustada por autorização da Secretaria Municipal de Transportes, será alto o impacto que a medida terá sobre os índices que medem o custo de vida dos paulistanos. De acordo com estimativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) poderá ficar 0,5 ponto porcentual maior se o ônibus receber reajuste de 10%.Seria, de acordo com o coordenador do IPC, Heron do Carmo, o principal fator de risco para a inflação do segundo semestre, elevando a revisão da projeção do índice para o fechamento do ano - atualmente, de 5%.O IPC de julho foi o mais alto registrado pela Fipe desde novembro do ano passado, quando o índice foi de 1,48%. Em todo o primeiro semestre, o aumento médio dos preços foi de 0,87%. Praticamente metade da alta do mês passado foi definida pelo reajuste na gasolina, álcool e gás de botijão e pela alta dos alimentos.Prefeitura nega o aumentoA Prefeitura negou ontem que haja estudo para acabar com a tarifa social de ônibus de R$ 1,15. O reajuste de R$ 0,10 atingiria 48% dos usuários. São aqueles que compram o bilhete especial nos pontos de venda ou pagam na catraca. Mas, segundo a Secretaria dos Transportes, a sugestão para elevar as tarifas teria partido do Transurb (sindicato das empresas). Antenor Braido, secretário de Comunicação Social, disse que o custo das passagens ficará inalterado até o fim da atual gestão.

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