Tarifas bancárias diferem em até 940%

A Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, efetuou um balanço resumido da pesquisa de tarifas bancárias. Por meio desse levantamento, feito semestralmente, detectaram-se grandes diversidades na nomenclatura e na forma de cobrança. As maiores diferenças entre a menor e a maior tarifa praticadas pelos bancos, nas pesquisas de março e setembro, foram de 940% e 504%, respectivamente. No balanço optou-se por apresentarem-se as três maiores diferenças observadas nessas duas coletas, bem como por agruparem-se as menores e as maiores tarifas de produtos e serviços bancários básicos para a movimentação de conta comum (renovação de cadastro, manutenção do cartão magnético, talão de cheques e extrato no terminal eletrônico) e especial (renovação de cadastro, manutenção do cartão magnético, talão de cheques, extrato no terminal eletrônico e renovação do cheque especial). Em março a contratação do cheque especial apresentou a maior diferença do ano, 940%, uma vez que o Banco Itaú adotava a menor tarifa (R$ 1,50), entre os bancos pesquisados, enquanto a maior foi a praticada pelo Banco Real (R$ 15,60). Já em setembro, a maior diferença (504%) referiu-se à renovação do cadastro da conta especial - PF (valor anual), item que teve a menor tarifa de R$ 9,00 (Banco do Brasil) e a maior de R$ 54,40 (Banco Real). Os técnicos de Estudos e Pesquisas da Fundação Procon-SP ressaltam que algumas instituições isentaram seus clientes do pagamento dessas duas tarifas. Ao se comparar a última pesquisa feita em 2000 (seis a nove de novembro de 2001) com a última deste ano (11 a 13 de setembro de 2001), constatou-se que, dos 40 itens pesquisados, os bancos que mais aumentaram suas tarifas foram: HSBC (18 aumentos), BBV (13 aumentos) e Santander (sete aumentos). Diversos problemas foram verificados pelos técnicos no decorrer dos levantamentos: disparidades de informações, falta de afixação das tabelas bancárias e falta de clareza nas terminologias adotadas pelos bancos. Para o consumidor essas dificuldades têm um reflexo maior, tendo em vista a falta de conhecimento e de acesso à legislação específica. A uniformização da linguagem das tabelas de tarifas é essencial, uma vez que o grande número de denominações para um mesmo tipo de produto ou serviço oferecido pelos bancos dificulta o entendimento e, portanto, a pesquisa, o que impede a comparação e o direito à escolha por parte do consumidor. Muitos bancos continuam oferecendo pacotes de produtos e serviços, cuja diversidade de apresentação dificulta a comparação e exige do consumidor uma avaliação individual prévia sobre a real necessidade de uso desses itens. Os técnicos alertam os consumidores que, tendo em vista as disparidades levantadas, o consumidor pesquise e busque esclarecimentos sobre produtos e serviços, checando se os valores das tarifas estão em conformidade com o estipulado nas tabelas, de afixação obrigatória em local visível e de fácil acesso, com 30 dias de antecedência ao início de vigência das tarifas. Mesmo se for apresentada pelo banco a tabela por outros meios (Internet), essas informações deverão conter a vigência e os mesmos itens da tabela afixada na agência. A Fundação Procon-SP coloca o resultado da pesquisa à disposição dos interessados para consulta nos postos de atendimento pessoal (Poupatempo Sé, Itaquera, Santo Amaro) ou pelo telefone 3824-0446). Pela Internet, a coleta pode ser consultada no site (veja link abaixo).

Agencia Estado,

26 Dezembro 2001 | 12h58

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