AFP PHOTO / MANDEL NGAN
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Tarifas dos Estados Unidos sobre aço geram críticas na OMC

Representantes de comércio da UE disseram durante o encontro que as tarifas não podem ser justificadas pela alegação de segurança nacional

Reuters e Dow Jones Newswires

23 Março 2018 | 12h16

As tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre aço e alumínio enfrentaram uma enxurrada de críticas na reunião da Organização Mundial de Comércio (OMC) nesta sexta-feira, com União Europeia, Brasil, Japão, Austrália e outros juntando-se ao debate iniciado por China e Rússia.

Representantes de comércio da UE disseram durante o encontro que as tarifas não podem ser justificadas pela alegação de segurança nacional e que os Estados Unidos estavam usado essa afirmação para manter sua indústria viva e próspera, de acordo com uma autoridade comercial de Genebra.

Também nesta sexta-feira, um alto funcionário do Ministério de Comércio da China acusou os EUA de terem violado regras da OMC, ao investigar as práticas comerciais do país, e alertou que Pequim está preparada para retaliar se exportações chinesas forem de fato alvo de medidas punitivas de Washington.

"Não estamos com medo de uma guerra comercial e não vamos nos acovardar", afirmou Chen Fuli a repórteres, durante coletiva no ministério.

No fim da noite de ontem, Pequim revelou que poderá taxar US$ 3 bilhões em produtos dos EUA, incluindo frutas, carne suína e tubos de aço. A lista, porém, não inclui as maiores exportações dos EUA para a China, como soja e aviões.

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O anúncio de Pequim veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ontem um memorando propondo impor tarifas a cerca de US$ 60 bilhões em produtos chineses. Espera-se que a Casa Branca publique uma lista formal de tarifas em duas semanas.

Referindo-se a uma possível segunda rodada de tarifas, Chen disse que a China está "totalmente" preparada para a investigação que os EUA conduz para justificar as medidas punitivas. Washington acusa Pequim de incentivar o roubo de propriedade intelectual de empresas americanas.

Chen afirmou ainda que o governo chinês continuará monitorando o avanço da investigação dos EUA e "agirá de forma resoluta" quando a Casa Branca implementar medidas. 

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