Tarifas e impostos complicam acordo entre Argentina e FMI

Uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) desembarcará em Buenos Aires nos primeiros dias de novembro. Porém, ainda não será a missão negociadora do acordo com a Argentina, como esperava o governo do presidente Eduardo Duhalde, mas sim de técnicos que trabalharão nas contas públicas e na arrecadação fiscal do país. Apesar da negativa do ministro da Economia, Roberto Lavagna, o FMI insiste no aumento de 20% a 30% das tarifas públicas e na ampliação de impostos.Uma fonte do Ministério admitiu à Agência Estado que estes pontos estão "embolando" a negociação final do acordo com o FMI porque a pressão do Fundo é forte. Lavagna já explicou, em suas correções ao rascunho da carta de intenção, que "não há espaço político para aumentar tarifas e ampliar a base de cobrança de impostos". A equipe econômica acredita que o apoio repentino dos Estados Unidos à Argentina será suficiente para fechar o acordo com o FMI sem ter que ceder às exigências citadas."Não podemos assinar o que não podemos cumprir", disse o secretário de Finanças, Guilhermo Nielsen, reconhecendo as exigências feitas pelo FMI. O ministro Lavagna conversou por telefone com o diretor-gerente do Fundo, Horst Köhler, na última segunda-feira. Depois da conversa, o ministro informou ao presidente Eduardo Duhalde que as discussões com o organismo tinham se complicado novamente.Neste meio tempo, os técnicos do Tesouro norte-americano estiveram no Banco Central trabalhando na definição dos principais pontos do programa monetário de 2003. Os técnicos estiveram no país durante duas semanas prestando assessoria ao governo argentino, e viajaram de volta aos EUA ontem à noite.

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