Tarifas e preços administrados pressionaram IPCA de abril

A inflação de abril medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve suas principais pressões de alta vindas de tarifas públicas e preços administrados, principalmente remédios, energia elétrica, gás de cozinha, ônibus urbanos e ônibus intermunicipais. Os remédios contribuíram com 0,12 ponto porcentual do resultado final de 0,37% do IPCA, apesar de a pesquisa só ter captado alta de 3,00% dos 5,7% de aumento autorizado em 31 de março. Segundo o IBGE, as tabelas como o aumento chegaram às farmácias em meados de abril.A energia elétrica contribuiu com 0,055 ponto porcentual no índice total. O aumento da energia elétrica captado pelo IPCA no mês passado foi de 1,21% na média nacional, a partir de reajustes em Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Goiânia. O gás de cozinha subiu 2,35% no mês, contribuindo com 0,04 ponto porcentual no total de 0,37% da inflação. Desde o início do ano, o gás de cozinha já subiu 6,20%.Outros itens que pressionaram a inflação para cima no mês passado foram vestuário, que teve alta de 1,11%, considerada normal para a época do ano, e automóveis novos, que subiram 2,33%. No caso dos automóveis, a Cofins também é vista como uma das causas do aumento.

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