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Tarifas públicas vão subir menos em 2010

Preços administrados e tarifas, como as de telefone e de energia elétrica, subirão menos no próximo ano. A estimativa é que os reajustes sejam quase 1 ponto porcentual inferiores aos praticados em 2009. Os aumentos menos intensos nos preços desses serviços já são observados no comportamento do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que devem encerrar o ano em deflação, segundo especialistas consultados pela Agência Estado. Esses índices - IGP-DI e IGP-M - também são usados no cálculo de outros serviços, como aluguel. O analista da Modal Asset Management Tomas Goulart lembrou que, no passado, os Índices Gerais de Preços (IGPs) calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) eram muito mais importantes na fixação desses reajustes, já que indexavam diretamente o preço de tarifas importantes, como telefonia e energia elétrica. Hoje, a influência é mais indireta. O IGP-DI faz parte da cesta do Índice de Serviços de Telecomunicações (IST), usado no reajuste de telefonia fixa. Já o IGP-M é usado para medir o impacto de custos das elétricas. "Eles não são mais indexadores cheios, mas são consultados na hora dos reajustes", comentou o técnico. A projeção do analista é que os preços administrados subam, em média, 4,7% este ano. Para 2010, a taxa deve ser menor, de 3,9%. O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, acrescentou que várias cidades ainda usam o IGP-M como indexador cheio para reajustes de tarifa de água e esgoto residencial. "E não podemos nos esquecer que vários serviços, como aluguel e TV a cabo, ainda utilizam o índice para reajustes." Além disso, ele disse que o próximo ano será de eleição, o que deve inibir aumentos em preços de tarifas de ônibus. Para o analista da LCA Consultores Fábio Romão, esse cenário vai segurar o avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços administrados representam cerca de 30% do total do índice. A previsão da consultoria é que os preços administrados terminem 2009 com alta de 4,6%. Mas o ritmo deve diminuir em 2010, com aumento previsto de apenas 3,3%, em média. O ex-diretor do Banco Central e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, projeta uma queda forte nos administrados em 2010. A expectativa dele é que esses preços subam em média 2,5% no próximo ano, o que representaria quase metade da variação estimada para 2009, que é de 4%.A.S.

Alessandra Saraiva, RIO, O Estadao de S.Paulo

22 de agosto de 2009 | 00h00

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