Tarso culpa privatização por problemas

O governador Tarso Genro (PT) disse ontem que a demora na retomada do fornecimento de energia elétrica no Rio Grande do Sul, após o temporal na madrugada de terça-feira, ocorre pela forma como foi feita a privatização da energia no Estado.

TÁSSIA KASTNER , PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h02

"Nós estamos pagando a conta de um processo de privatização selvagem que ocorreu aqui com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Ao fim e ao cabo, tem duas empresas que prestam serviço de qualidade aqui no Estado, a AES Sul e a RGE, mas deixaram para a CEEE, portanto para o Estado, as dívidas."

Ele argumenta que a CEEE ficou com todas as dívidas do setor e impediu a realização de investimentos ao longo dos anos. "A privatização que foi feita determinou a divisão dos bônus e o acúmulo de ônus para a CEEE. Como consequência disso, depois das privatizações, a CEEE não tinha recursos para investir." Segundo o governador, nos últimos dois anos os investimentos são maiores que o total investido nos oito anos anteriores, dos governadores Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB).

Tarso também disse que a CEEE tem mais equipes de atendimento na rua do que o mínimo exigido e que não há problemas na gestão atual da companhia. Ele classificou o temporal como brutal, e disse que os danos ocorrem em maior proporção pela falta de investimentos.

A demora na retomada do fornecimento de energia elétrica deixou 70 mil pessoas por mais de 30 horas sem o serviço. Ontem, quase 80 horas depois do temporal, cerca de 900 pontos ainda estão sem o fornecimento de energia no Estado, na área de operação da CEEE.

A companhia garantiu que até amanhã todos os consumidores estarão com o serviço ativo.

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